Saúde e Ciência

Cientista brasileiro desenvolve teste inovador para diagnosticar Alzheimer por meio da saliva

Pesquisador brasileiro desenvolve teste inovador que detecta Alzheimer por biomarcadores na saliva, permitindo diagnóstico precoce até 20 anos antes dos sintomas. A pesquisa liderada por Gustavo Alves Andrade dos Santos pode transformar a abordagem atual, que é invasiva e cara.

Atualizado em
July 11, 2025
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Um projeto inovador desenvolvido por um cientista brasileiro pode transformar a forma como a Doença de Alzheimer é diagnosticada. Gustavo Alves Andrade dos Santos, pesquisador colaborador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, lidera um estudo que visa detectar a doença por meio de biomarcadores na saliva. A pesquisa, iniciada em dois mil e doze, busca criar um teste que identifique o Alzheimer até vinte anos antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos.

Segundo Santos, a Doença de Alzheimer é classificada atualmente como uma condição em continuum, que se desenvolve lentamente e começa muito antes dos sinais evidentes de perda cognitiva. O novo modelo de diagnóstico inclui um estágio pré-clínico, quando proteínas nocivas começam a se acumular no cérebro, e uma fase prodromal, caracterizada por sintomas leves e inespecíficos. Os testes convencionais são baseados em exclusão, utilizando exames de sangue, imagens e avaliações cognitivas.

A equipe de Santos identificou uma proteína chamada tau hiperfosforilada (pTAU), que está presente em níveis elevados em pacientes com Alzheimer, em menor grau em idosos saudáveis e praticamente ausente em adultos jovens. A principal vantagem do método que utiliza saliva é sua natureza não invasiva, baixo custo e facilidade de aplicação em larga escala. Essa abordagem pode facilitar a detecção precoce da doença, permitindo a mitigação de fatores de risco como sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada.

Com projeções indicando que até dois mil e trinta mais de setenta e cinco milhões de pessoas poderão ter algum tipo de demência, a maioria com Alzheimer, iniciativas como essa se tornam ainda mais relevantes, especialmente em países de média e baixa renda como o Brasil. O estudo não apenas busca aprimorar o diagnóstico, mas também contribuir para a saúde pública, oferecendo uma alternativa viável e acessível.

A equipe do projeto está em busca de investidores para acelerar o desenvolvimento da tecnologia. A expectativa é que a detecção precoce da Doença de Alzheimer possa impactar positivamente a vida de milhões de pessoas, permitindo intervenções que podem retardar o avanço da condição e melhorar a qualidade de vida dos afetados.

Iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil, pois a união em torno de projetos inovadores pode fazer a diferença na luta contra doenças que afetam a população. O apoio a pesquisas que visam a detecção precoce e o tratamento do Alzheimer é fundamental para garantir um futuro mais saudável para todos.

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