Cidades brasileiras com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) enfrentam escassez de recursos, com 15 das 20 mais pobres sem emendas parlamentares no último ano, evidenciando desigualdade no repasse de verbas.

O Brasil enfrenta uma grave desigualdade social, com cidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que carecem de recursos essenciais, como saúde e saneamento. Um levantamento recente revelou que das 20 cidades com os piores IDHs, 15 não receberam emendas parlamentares no último ano, evidenciando a disparidade no repasse de recursos entre municípios, especialmente em relação a prefeitos aliados a governadores.
As cidades com baixo IDH, como Melgaço, no Pará, que possui um índice de 0,418, enfrentam problemas severos, como calor extremo e analfabetismo elevado, com 20% da população acima de 15 anos sem saber ler ou escrever. A última emenda recebida por Melgaço foi de R$ 500 mil, destinada ao Fundo Municipal de Saúde, enquanto a vizinha Gurupá, que tem um IDH de 0,509, recebeu R$ 9,3 milhões em emendas, refletindo a influência do alinhamento político.
A professora Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), destaca que as emendas nem sempre são direcionadas às cidades que mais precisam. "As cidades muito pobres são sistematicamente preteridas, enquanto aquelas com prefeitos próximos a deputados e governadores são beneficiadas", afirma. Essa lógica de distribuição de recursos gera uma reprodução de privilégios, prejudicando as comunidades mais vulneráveis.
O prefeito de Melgaço, Zé Viegas, não retornou os contatos do GLOBO, mas a situação é alarmante. Das emendas repassadas entre junho de 2024 e maio de 2025, as cinco cidades com os piores IDHs receberam apenas R$ 20 milhões, o que representa apenas 0,09% do total de R$ 28 bilhões. Em Alagoas, o município de Inhapi, que ocupa a 14ª posição entre os mais pobres, recebeu apenas R$ 900 mil em emendas, enquanto Delmiro Gouveia, com um IDH médio de 0,612, recebeu R$ 9 milhões.
Além disso, há municípios que não recebem recursos federais há anos. Bagre, no Pará, não recebeu emendas desde 2018, enfrentando problemas como escassez de médicos e falta de saneamento. Mesmo quando as cidades recebem recursos, muitas vezes estão há muito tempo aguardando. Em Fernando Falcão, no Maranhão, uma verba de R$ 145 mil esperada desde 2019 foi liberada apenas em maio deste ano.
A escassez de transferências é uma realidade que afeta diversas cidades, como Alvorada de Minas, em Minas Gerais, e Araioses, no Maranhão, que não receberam emendas desde 2023. Araioses, com um IDH de 0,521, apresenta apenas 42,9% da população com acesso à água tratada. A situação é crítica e a necessidade de apoio é urgente. Nessa conjuntura, a união da sociedade civil pode ser fundamental para ajudar as comunidades mais necessitadas a superar esses desafios e melhorar suas condições de vida.

A diretora Marianna Brennand receberá o prêmio Women In Motion Emerging Talent Award 2025 em Cannes, destacando seu filme "Manas", que aborda a vida de uma jovem em vulnerabilidade. A obra retrata a exploração e os abusos enfrentados por Tielle, uma garota de treze anos da Ilha do Marajó, no Pará. O elenco conta com Dira Paes, Rômulo Braga e Fátima Macedo.

Whindersson Nunes revelou sua internação voluntária em clínica psiquiátrica, destacando a importância do tratamento e o apoio recebido. O cardiologista Ricardo Camarinha sugere atividades como trabalhar, ler e ensinar para manter a saúde mental e emocional.

Agricultores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam os efeitos devastadores da enchente de maio de 2024, lidando com endividamento e traumas, enquanto buscam estratégias para se adaptar a extremos climáticos. Um ano após a tragédia, a recuperação é lenta e marcada por dificuldades financeiras e emocionais. A alternância entre enchentes e estiagens continua a ameaçar a produção agrícola, exigindo apoio urgente e novas abordagens.

O Mapa da Desigualdade 2024 revela que Moema lidera em educação, saúde e segurança em São Paulo, enquanto Brasilândia apresenta os piores índices, evidenciando a persistente desigualdade na cidade.

Felca, youtuber com mais de 4 milhões de inscritos, viralizou com o vídeo “adultização”, denunciando a exploração de crianças por influenciadores e recebendo apoio da deputada Erika Hilton. O vídeo, que alcançou 5 milhões de visualizações em um dia, expõe práticas abusivas e gera discussões sobre a segurança infantil nas redes sociais. Felca, que já enfrentou acusações infundadas, processou mais de 200 perfis por difamação.

Fleury alcança 1,8 milhão de usuários das classes C, D e E, superando meta de debêntures ESG. A empresa destaca a importância da acessibilidade à saúde e a redução de resíduos.