- O Brasil enfrenta enchentes no litoral paulista, deslocando 750 mil pessoas. - Organizações locais lutam para gerenciar doações e recursos a longo prazo. - O Fundo Porto de Todos apoia a recuperação de comunidades afetadas. - Filantropia é crucial para responder a desastres naturais e apoiar vítimas. - Modelos territoriais ajudam a distribuir recursos de forma eficiente e eficaz.

As enchentes voltam a afetar o Brasil, com o litoral paulista e outras regiões enfrentando a crise que já deslocou 750 mil brasileiros. Em 2021, o Sul da Bahia foi severamente atingido, seguido por Porto Alegre no ano passado. Agora, em 2025, o cenário se repete, evidenciando a vulnerabilidade das comunidades diante de desastres naturais. A escassez de recursos financeiros para emergências climáticas é uma preocupação crescente, especialmente em áreas como a Amazônia, que também sofre com secas severas.
Organizações locais têm se mobilizado para ajudar as vítimas, mas enfrentam desafios significativos na gestão de doações e na captação de recursos a longo prazo. A cultura de doação se torna essencial, pois as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) frequentemente são as primeiras a responder em momentos de crise. No Rio Grande do Sul, diversas OSCs atuaram rapidamente para arrecadar recursos e auxiliar as famílias afetadas pelas enchentes, demonstrando um pico de doações e uma mobilização histórica.
Apesar da resposta rápida, as OSCs enfrentaram dificuldades, como a falta de voluntários para gerenciar o grande volume de doações. Além disso, a diminuição do fluxo de recursos financeiros após a cobertura da mídia sobre a tragédia é um desafio constante. O conhecimento do território e a capilaridade das organizações locais são fundamentais para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa.
O modelo de atuação com foco territorial se apresenta como uma solução eficaz para articular doadores e organizações locais. O Fundo Porto de Todos, criado pela Fundação Gerações, é um exemplo de iniciativa que apoiou OSCs locais na recuperação após as enchentes. Outros fundos, como o Fundo de Chuvas em Florianópolis e o Fundo Brumadinho, também demonstraram a eficácia desse tipo de estratégia em situações de emergência.
Com a tendência de tragédias climáticas se intensificando, estar preparado para futuras crises é crucial. Diagnósticos territoriais e a capacidade de mobilizar recursos de forma estruturada são ferramentas indispensáveis para enfrentar emergências. As lideranças locais desempenham um papel vital na distribuição eficiente de recursos, e a filantropia estratégica pode ser a chave para uma resposta ágil e impactante.
Para contribuir, é recomendado que as doações sejam direcionadas a organizações locais, como Fundações e Institutos Comunitários. A continuidade dos desastres naturais é uma realidade, e a forma como reagimos a eles pode fazer a diferença. Apoiar quem já está no território, com experiência e compromisso com a comunidade, é o caminho mais eficaz para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a emergência em Minduri, Minas Gerais, após um vendaval, permitindo à prefeitura solicitar recursos federais para assistência. A cidade se junta às 250 situações de emergência no estado, que incluem secas e chuvas intensas.

Um ataque de abelhas durante a 12ª Cavalgada da Amizade em Ivoti deixou mais de 30 feridos e causou a morte de um cavalo. A prefeitura e os bombeiros atuaram no socorro e contenção do incidente.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) liberou R$ 1,5 milhão para a recuperação da rede de esgoto em Jaguaraçu (MG), visando a reconstrução da infraestrutura local. Municípios em situação de emergência podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil.

Avenida Jornalista Moacir Padilha, em Duque de Caxias, foi devastada por chuvas, causando alagamentos e perdas significativas para comerciantes, como Ivanete Lourenço, que estima R$ 6 mil em danos.

Cavalo é arrastado por enchente em Angra dos Reis, que enfrenta situação de emergência com 346 desalojados. Prefeitura arrecada donativos para as vítimas das fortes chuvas.

Ministério da Integração reconhece emergência em três cidades da Bahia devido à estiagem, permitindo acesso a recursos federais para assistência humanitária.