Instituto Reação, fundado por Flávio Canto, completa 22 anos com reestruturação e reforma na Rocinha, ampliando atendimento e atividades para formar transformadores sociais.
Liderado pelo ex-judoca Flávio Canto, o Instituto Reação celebra hoje 22 anos de atuação, passando por uma reestruturação na área de alto rendimento e uma reforma significativa na unidade da Rocinha, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ONG, que promove esporte, educação e capacitação profissional, atende cerca de quatro mil e quinhentas crianças e jovens em onze polos distribuídos por cinco estados brasileiros. Com a conclusão das obras, a unidade poderá dobrar a oferta de vagas, passando a atender até duas mil e quatrocentas pessoas.
Flávio Canto destaca que o lema do Instituto é “formar faixas-pretas dentro e fora do tatame”. Ao longo de mais de duas décadas, a necessidade de expandir as atividades além das aulas de artes marciais se tornou evidente. O objetivo é integrar e fortalecer os sonhos dos jovens, promovendo uma visão de que todos podem ser transformadores sociais. Canto, campeão dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo em dois mil e três, enfatiza a importância dessa mudança de foco.
Um exemplo dessa transformação é Abel Júnior, que, aos 25 anos, se tornou um voluntário do programa de reforço escolar do Instituto. Ele foi aluno de judô e, por meio dos programas da ONG, conseguiu uma bolsa integral em uma escola particular e um curso técnico. Abel relata que o Reação foi um divisor de águas em sua vida e que hoje ele e sua irmã, que estuda Medicina, estão em caminhos profissionais promissores.
No âmbito esportivo, o Instituto Reação é referência entre as escolas de judô, com mais de trezentos atletas filiados a federações estaduais. Para a equipe de alto rendimento, que representa cerca de dez por cento dos participantes, a seleção é rigorosa. Jéssica Pereira, de 30 anos, é uma das atletas que se destacou, integrando a seleção brasileira sênior desde dois mil e quatorze e conquistando diversos títulos, incluindo o vice-campeonato mundial júnior.
Jéssica, que também se formou em Educação Física e fez pós-graduação em Marketing, almeja uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em dois mil e vinte e oito. Ela afirma que o judô não apenas mudou sua vida, mas também ensinou disciplina e resiliência, habilidades que são aplicáveis em diversas áreas da vida. A experiência no tatame prepara os atletas para enfrentar desafios fora dele.
Iniciativas como a do Instituto Reação são fundamentais para transformar vidas e comunidades. O apoio da sociedade civil pode ser decisivo para garantir que mais jovens tenham acesso a oportunidades de educação e esporte, contribuindo para um futuro mais promissor. A união em torno de causas sociais pode fazer a diferença na vida de muitos, promovendo mudanças significativas e duradouras.
Projeto de lei propõe centros de apoio 24 horas para mulheres vítimas de violência no DF. A iniciativa, do deputado Hermeto (MDB), visa oferecer atendimento especializado e acolhimento imediato, atendendo a uma demanda urgente na região. Os centros serão instalados em áreas com altos índices de violência, com equipes multidisciplinares disponíveis a qualquer hora.
A Administração Regional do Plano Piloto revogou a Ordem de Serviço nº 83/2025, que restringia o uso de quadras esportivas públicas, após forte oposição da comunidade e conselhos locais. A nova decisão visa promover diálogo e revisão das normas.
Gui Christ, fotógrafo premiado, foi eleito o melhor retratista do ano pelo Sony World Photography Awards 2025 com seu projeto M’kumba, que destaca a Umbanda e o Candomblé no Brasil. Sua obra é um importante testemunho contra a intolerância religiosa.
Bebê recém-nascida foi encontrada abandonada em Belford Roxo, Rio de Janeiro. Resgatada por moradora, está estável na UTI neonatal enquanto polícia investiga o caso.
O governo paulista avança na realocação de famílias da Favela do Moinho, com 719 das 821 já aderindo ao plano, enquanto tensões políticas surgem entre os governos federal e estadual. A requalificação da Favela do Moinho, que abriga 821 famílias em condições precárias, gera polêmica devido à propriedade federal do terreno. O projeto visa reassentar moradores e criar um parque, mas enfrenta resistência política.
A Defensoria Pública do Distrito Federal lançou a cartilha "Autismo, Direitos e Defensoria Pública", que visa informar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus direitos. O material, elaborado em homenagem ao Abril Azul, servirá como base para um curso sobre o tema.