Mirtes Renata, mãe de Miguel Otávio, busca justiça após a morte do filho, que caiu do 9º andar por negligência da patroa, Sarí Corte Real, que permanece livre. A dor revela o racismo estrutural e a desvalorização da vida de crianças negras.

Em 2 de junho de 2020, Mirtes Renata e sua mãe, Marta, enfrentavam a dura realidade de trabalhar como empregadas domésticas durante a pandemia de Covid-19. Sem opções, Mirtes levava seu filho, Miguel, com ela, uma situação comum entre muitas mães negras que se viam obrigadas a manter seus filhos próximos enquanto trabalhavam. O trágico acidente ocorreu quando Miguel caiu do nono andar de um prédio no Recife, após ser deixado sozinho pela patroa, Sarí Corte Real.
No dia do acidente, Mirtes foi incumbida de passear com o cachorro da patroa. Enquanto isso, Sarí ofereceu-se para cuidar de Miguel. A negligência se manifestou quando a patroa permitiu que a criança entrasse sozinha no elevador. Miguel, em busca da mãe, desceu até o nono andar e, ao tentar alcançá-la, caiu de uma altura de 35 metros, resultando em sua morte.
A dor de Mirtes não é apenas pessoal, mas reflete a realidade de muitas mães negras que enfrentam a violência e a negligência em diversas formas. A morte de Miguel expôs o racismo estrutural e a desvalorização da vida das crianças negras e das trabalhadoras domésticas no Brasil. Além disso, Mirtes e sua mãe descobriram que eram pagas pela Prefeitura de Tamandaré, o que levantou questões sobre a dignidade e o reconhecimento do trabalho delas.
Após o acidente, Mirtes buscou justiça, movendo ações nas esferas criminal, trabalhista e cível. No entanto, a responsável pelo incidente, Sarí Corte Real, foi liberada após pagar fiança, sem enfrentar uma responsabilização efetiva. Mirtes questiona a desigualdade no tratamento judicial, refletindo sobre como a situação seria diferente se os papéis fossem invertidos.
A luta de Mirtes é emblemática de uma questão maior que envolve a vida de muitas mulheres negras e suas famílias. A morte de Miguel não é um caso isolado, mas um exemplo da necessidade urgente de mudança nas estruturas sociais e legais que perpetuam a desigualdade e a injustiça. A falta de ação efetiva por parte do sistema judicial destaca a urgência de se discutir e enfrentar essas questões.
Nesta situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar as vítimas de negligência e promover mudanças significativas. Projetos que visem a proteção e a valorização da vida das crianças e das trabalhadoras domésticas devem ser incentivados, criando um ambiente mais seguro e justo para todos.

Após a morte da carnavalesca Maria Augusta Rodrigues, amigos e parentes buscam preservar seu acervo sobre o carnaval carioca, com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) interessada em colaborar na catalogação e exposição. O material, que inclui desenhos, troféus e objetos pessoais, é considerado um patrimônio cultural único.

O Centro de Treinamento do Comitê Olímpico do Brasil, na Barra da Tijuca, se destaca pela infraestrutura de ponta e foco em saúde mental, visando a preparação para Paris-2024. Atletas como Flávia Saraiva e Ingrid Oliveira treinam em um ambiente que integra tecnologia e bem-estar, com um Laboratório Olímpico e equipe multidisciplinar.

O Al Farabi, conhecido como Alfa Bar, promove em agosto o ciclo formativo “Inserindo práticas antirracistas no cotidiano” com a educadora Marcelle Oliver, visando fortalecer a cultura antirracista. O evento incluirá encontros para a equipe e o público, além de cartazes educativos. A iniciativa busca transformar o espaço em um ponto de referência no combate ao racismo, promovendo diálogos sobre igualdade racial e valorização da negritude. As inscrições são gratuitas e limitadas.

Pesquisadores da USP descobriram que a toxina do escorpião Brotheas amazonicus, chamada BamazScplp1, tem potencial para tratar câncer de mama, mostrando eficácia semelhante ao paclitaxel. A descoberta abre novas possibilidades terapêuticas, embora a toxina também afete células saudáveis. A equipe busca formas de torná-la mais seletiva e menos tóxica.

Vieses inconscientes afetam decisões de contratação e promoção nas empresas, prejudicando a diversidade. Treinamentos em inclusão são essenciais para criar ambientes mais justos e inovadores.

Empresas como Nestlé e Vibra Energia investem mais de R$ 1 milhão anualmente em saúde mental, antecipando-se à nova NR1, que exige identificação de riscos psicossociais no trabalho. Ações visam reduzir afastamentos e promover bem-estar.