Parques naturalizados estão em ascensão, promovendo interação com a natureza e lazer infantil. Fortaleza é referência com microparques premiados, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro buscam democratizar espaços verdes.

Os parques naturalizados estão se tornando cada vez mais populares como espaços de lazer e convivência, especialmente para crianças. Esses locais utilizam elementos naturais, como tocos de madeira e cursos d'água, para criar ambientes lúdicos que incentivam a interação com a natureza. Em São Paulo, a Praça Honório Sabino exemplifica essa tendência, oferecendo um espaço que promove o brincar livre e a convivência comunitária.
Fortaleza se destaca com seu projeto de microparques urbanos, que transformam áreas degradadas em espaços verdes acessíveis. Com treze microparques em funcionamento, a cidade já beneficiou cerca de 140 mil moradores. A participação da população no planejamento e na conservação desses espaços é fundamental para o sucesso do projeto, que já recebeu prêmios internacionais.
Além do Brasil, parques em outros países também têm se destacado. O Diana Memorial Playground, em Londres, é um exemplo de como a história pode ser incorporada ao lazer, com um navio pirata de madeira como atração central. Em Jerusalém, o Sacher Park oferece brinquedos com texturas diversas, enquanto o Jardim das Brincadeiras, no Sesc Interlagos, em São Paulo, revitaliza um antigo pomar com materiais orgânicos.
A acessibilidade nos espaços verdes é uma questão crucial, conforme aponta a professora Adriana Sansão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A regra do 3-30-300 sugere que todos devem ter acesso a três árvores visíveis de casa, 30% de cobertura arbórea no bairro e estar a até 300 metros de um espaço verde. Exemplos como o Parque Bicentenario de la Infancia, em Santiago, e os parques de Madureira e Realengo, no Rio de Janeiro, demonstram a importância de áreas arborizadas e bem cuidadas.
O arquiteto Klaus Chaves Alberto ressalta que as parcerias público-privadas (PPPs) devem ser orientadas por diretrizes que garantam o acesso a todos, evitando a concentração de recursos em áreas mais ricas. Ele destaca que, por lei, pelo menos 5% dos equipamentos de lazer devem ser acessíveis, mas essa meta ainda não foi alcançada em muitos locais.
Esses projetos de parques naturalizados e espaços verdes acessíveis são essenciais para a qualidade de vida nas cidades. A sociedade civil pode desempenhar um papel importante na promoção e no apoio a iniciativas que visem a criação e a manutenção desses espaços, garantindo que todos tenham acesso a áreas de lazer e convivência saudáveis.

Ronald Garan, ex-astronauta da NASA, revela como o overview effect transformou sua visão sobre a interconexão da Terra, defendendo um equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente por meio da organização "Fragile Oasis".

A Fundação do Câncer abre inscrições para a quinta edição do Prêmio Marcos Moraes, que reconhece inovações no combate ao câncer. Os projetos podem ser inscritos até 23 de junho, com prêmios totalizando R$ 30 mil.

O livro "O Privilégio dos Dois Pais", de Melissa S. Kearney, revela a vulnerabilidade de crianças em famílias monoparentais, destacando a ausência paterna nas políticas sociais brasileiras. A pesquisa mostra que três quartos das crianças de baixa renda vivem com mães solo, evidenciando a necessidade de políticas sociais que abordem essa escassez.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) revisou o Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFF) em Rondônia, promovendo oficinas para ouvir comunidades locais e alinhar propostas sustentáveis. As atividades visam atender as demandas específicas das regiões de fronteira, com foco em integração, inclusão produtiva e cooperação internacional.

A Taça dos Povos Indígenas será relançada em 15 de julho, após apoio da CBF ser retirado. O torneio, com 2,4 mil participantes de 48 etnias, ocorrerá em setembro, promovendo inclusão e visibilidade cultural.

O governo federal anunciou dois novos leilões do Eco Invest, focando em investimentos sustentáveis, com destaque para Fundos de Investimento em Participações e soluções de equity e dívida. Os leilões visam atrair capital para projetos inovadores em setores estratégicos, como combustível sustentável de aviação e minerais críticos, alinhando-se à COP 30.