O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu regras que criam bônus para Cepacs, afetando leilão de R$ 3 bilhões. O Ministério Público questiona a constitucionalidade da bonificação retroativa.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu provisoriamente, no dia quinze de agosto, regras que estabelecem um bônus para proprietários de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) na região da avenida Brigadeiro Faria Lima. Essa decisão ocorre a poucos dias de um leilão previsto para arrecadar cerca de R$ 3 bilhões com a venda desses títulos, que permitem a construção em áreas específicas da cidade.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a liminar não prejudica a nova oferta pública, pois se refere a títulos antigos. Os Cepacs são utilizados em áreas onde a expansão imobiliária é regulamentada por uma Operação Urbana Consorciada, aprovada em mil novecentos e noventa e cinco, e não pela Lei de Zoneamento. A revisão da operação, sancionada em dois mil e vinte e quatro, aumentou em trinta por cento o potencial construtivo das Cepacs em áreas próximas a corredores de ônibus e estações de metrô.
O Ministério Público de São Paulo questiona a constitucionalidade da bonificação retroativa, argumentando que não é permitido conceder benefícios para títulos adquiridos em leilões anteriores. O advogado Marc Bujnicki Zablith, ex-gerente jurídico da São Paulo Urbanismo, destacou que a venda sem concorrência pública de um bem municipal poderia gerar prejuízos ao município e enriquecer indevidamente os proprietários.
Zablith havia alertado sobre a possível inconstitucionalidade da revisão enquanto ainda trabalhava na prefeitura, mas decidiu se demitir após perceber que a questão não foi corrigida. Sua denúncia, apoiada pelo Movimento Defenda São Paulo, que se opõe à verticalização na cidade, levou à suspensão do bônus.
Pedro Fernandes, presidente da São Paulo Urbanismo, minimizou os efeitos da decisão, afirmando que a liminar anula apenas a majoração de títulos antigos, enquanto o bônus para novos títulos, que serão adquiridos no leilão, permanece válido. Ele também mencionou que a operação não é isolada e que futuras decisões sobre a política urbana podem impactar o valor dos Cepacs.
Com a expectativa de liberar cerca de duzentos e cinquenta mil metros quadrados em construções na área da operação, o próximo leilão disponibilizará aproximadamente cento e setenta mil títulos. A maior parte da arrecadação será destinada à urbanização de favelas em Paraisópolis. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam melhorias urbanas e sociais na região.

A peça "Takotsubo, Coração Partido" estreia em 11 de julho no Teatro Rogério Cardoso, abordando a síndrome do coração partido e os efeitos do estresse emocional na saúde mental. Com direção de Edio Nunes e Larissa Bracher, a obra busca educar o público e desconstruir estigmas sociais. A narrativa é baseada na experiência de uma mulher de 48 anos, recém-separada e enfrentando as consequências de um evento emocional extremo.

O Ministério da Saúde destinará R$ 825 milhões para fortalecer o SUS nas áreas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão, além de R$ 400 milhões para novas unidades de atendimento. O acordo de R$ 12 bilhões, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa ações de saúde e pesquisa nos 49 municípios impactados.

A médica neonatologista Lilia Maria Caldas Embiruçu, com vasta experiência em cuidados paliativos, acolhe famílias em luto e promove dignidade na despedida de bebês. A nova lei garante apoio humanizado e capacitação a profissionais de saúde.

Dorrit Harazim, colunista d'O Globo, será homenageada com o Prêmio Especial do Instituto Vladimir Herzog por sua notável defesa dos direitos humanos. A premiação destaca sua influência e trajetória exemplar.

No dia 19, o Projeto Aquarius realizará um concerto gratuito na Praça Mauá, celebrando os 100 anos do GLOBO e os 85 anos da Orquestra Sinfônica Brasileira, com grandes artistas da música brasileira. O evento, regido por Eduardo Pereira, reunirá Martinho da Vila, Roberta Miranda, Chico César e Iza, promovendo a diversidade musical e a inclusão cultural. A apresentação contará com clássicos da música brasileira, destacando a importância do projeto na formação de plateia e na valorização de diferentes estilos.

Fernanda Montenegro defende o Teatro de Contêiner Mungunzá, ameaçado de despejo pela Prefeitura de São Paulo para construção de habitação. A atriz destaca sua relevância cultural e pede reconsideração.