Saúde e Ciência

Treino de força com mais séries aumenta massa muscular em idosos, aponta estudo da USP

Estudo da Universidade de São Paulo (USP) revela que aumentar séries em exercícios de força melhora a massa muscular em idosos, com 80% dos não-responsivos apresentando ganhos significativos.

Atualizado em
May 22, 2025
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Colocar séries extras no treino de força pode ajudar na formação de músculos entre idosos. Foto: JackF/Adobe Stock

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) indica que aumentar o número de séries em exercícios de força pode contribuir para o aumento da massa muscular em idosos. A pesquisa, conduzida na Escola de Educação Física e Esporte da USP, envolveu oitenta e cinco voluntários com mais de sessenta anos, clinicamente saudáveis, sem histórico de doenças relevantes e com índice de massa corporal normal.

Os participantes foram divididos em dois grupos: 40% foram considerados responsivos aos treinos de força, apresentando ganhos significativos de massa muscular, enquanto 60% foram classificados como não-responsivos, com aumentos insignificantes. Durante dez semanas, os voluntários realizaram dois treinos semanais em cadeiras extensoras, com um grupo fazendo uma única série e o outro, quatro séries com o mesmo número de repetições.

Os resultados mostraram que o aumento no volume de treino resultou em melhorias significativas para ambos os grupos. Entre os não-responsivos, 80% começaram a responder melhor aos exercícios com o aumento do volume, enquanto 47% dos responsivos também apresentaram ganhos maiores. O autor do estudo, Manoel Lixandrão, destaca que essa abordagem pode ser uma solução eficaz para melhorar a massa muscular em idosos que têm dificuldades em responder aos treinos.

A variação na responsividade ao treinamento de força pode estar relacionada a fatores como genética, alimentação e nível de atividade física. A educadora física Nádia Souza Lima da Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sugere que o tipo de fibra muscular de cada indivíduo pode influenciar a eficácia do treinamento. Ela enfatiza a importância de respeitar a individualidade biológica para otimizar os resultados.

Embora os achados sejam promissores, Lixandrão alerta que aumentos descontrolados no volume de treinamento não garantem resultados contínuos. A supervisão de um profissional capacitado é essencial para planejar a quantidade de estímulo de forma adequada. Nádia complementa que a adesão ao exercício é crucial, pois o que importa é que os idosos permaneçam ativos fisicamente.

Essas descobertas ressaltam a importância de estratégias personalizadas para o treinamento de força em idosos. A promoção de iniciativas que incentivem a prática de exercícios físicos pode ser fundamental para melhorar a qualidade de vida dessa população. A união da sociedade civil pode ser decisiva para apoiar projetos que visem a saúde e o bem-estar dos idosos, garantindo que mais pessoas tenham acesso a programas de atividade física adequados.

Estadão
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