A Abrace e o Centro Universitário do Distrito Federal lançam jogos para conscientizar e entreter crianças com câncer, refletindo a evolução da assistência social no Brasil e o papel das ONGs.

A Abrace, uma associação dedicada à assistência social de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas, lançou recentemente jogos em parceria com o Centro Universitário do Distrito Federal. A iniciativa visa proporcionar diversão e conscientização para crianças em tratamento. A assistência social no Brasil, historicamente ligada à religiosidade cristã, especialmente à Igreja Católica, passou por transformações significativas ao longo dos séculos, evoluindo de um modelo assistencialista para uma abordagem mais política e profissionalizada.
Desde o período colonial, a caridade foi guiada pela Igreja, que administrou hospitais e asilos. Contudo, a partir da segunda metade do século XX, a assistência social começou a se secularizar, incorporando novas lógicas e disputas ideológicas. A Teologia da Libertação, que emergiu nos anos 1960, ampliou o escopo das ações sociais, conectando a assistência a demandas por direitos e promovendo a transição da caridade para a cidadania.
O surgimento das Organizações Não Governamentais (ONGs) na década de 1980 representou um marco importante nesse processo. O termo ONG começou a ser utilizado no Brasil em mil novecentos e oitenta e seis, permitindo a autoidentificação de diversas organizações com objetivos sociais. Muitas ONGs que se destacaram nesse período tinham raízes em experiências ligadas à Igreja, como a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).
Nos anos noventa, as ONGs se institucionalizaram e profissionalizaram, estabelecendo parcerias com agências internacionais e o setor privado. Essa evolução trouxe um novo modelo de ativismo, mais focado na eficiência e na intermediação entre Estado, mercado e sociedade civil. No entanto, as últimas décadas também testemunharam um retrocesso, com a ascensão de governos de extrema-direita que desafiam a laicização da assistência social, promovendo discursos religiosos e atacando a legitimidade das ONGs.
A trajetória da assistência social no Brasil é marcada por avanços e retrocessos, refletindo disputas políticas e sociais. A emergência das ONGs como atores centrais na política social representa um ponto alto desse processo, que, embora tenha raízes na Igreja, se desenvolveu de forma autônoma. O futuro da assistência social laica dependerá da capacidade da sociedade de preservar a autonomia desse campo frente a pressões externas.
Iniciativas como a da Abrace são fundamentais para apoiar crianças em tratamento e promover a conscientização sobre a doença. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida de muitos, incentivando ações que ajudem a garantir direitos e dignidade aos mais vulneráveis. Cada contribuição pode ser um passo importante para transformar realidades e oferecer esperança a quem mais precisa.

A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) gerenciará o novo Centro de Referência e Apoio para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista em São Paulo, inaugurado em maio. A Agir, já atuante em Goiás com a Rede Teia, trará sua expertise em atendimento multidisciplinar para apoiar crianças e adolescentes com autismo na capital paulista.
O Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita) já assistiu mais de 4 mil brasileiros em 25 anos, com 510 pessoas sob proteção atualmente, destacando mulheres negras em vulnerabilidade. O programa, que garante moradia segura e apoio psicológico, mantém um índice de 100% de sucesso em evitar atentados.

A Abramed e o ITpS uniram forças para aprimorar a vigilância epidemiológica no Brasil, compartilhando dados laboratoriais sobre doenças como dengue e Covid-19. Essa colaboração visa fornecer informações cruciais para decisões de saúde pública.

O Instituto Carioca de Cão Guia enfrenta risco de suspensão das atividades devido à falta de recursos. Com uma campanha de crowdfunding, busca R$ 40 mil mensais para entregar dez cães-guia anualmente.

Relatório do Ministério da Justiça revela que o tráfico de pessoas no Brasil, focado em trabalho escravo e exploração sexual, é alarmante, com São Paulo liderando os casos. Dados de 2017 a 2024 mostram vulnerabilidades sociais e métodos de aliciamento variados.

O AfroFashion 2025, promovido pela ONG AfroTribo, será realizado em 31 de maio na Casa Firjan, no Rio, apresentando trinta looks de dez designers e um desfile intitulado "África em nós!". O evento visa destacar a moda afro-brasileira e revelar novos talentos.