Saúde e Ciência

Angélica quebra o tabu da menopausa e compartilha sua experiência em evento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

Angélica compartilhou sua experiência com a menopausa na Bienal do Livro, ressaltando a falta de informação e a importância de discutir abertamente o tema, buscando tratamento adequado e apoio.

Atualizado em
June 19, 2025
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Nas redes sociais, o desabafo foi ecoado por muitas pessoas, muitas delas agradecendo Angélica por dar voz a uma experiência muitas vezes silenciada — Foto: Reprodução/Redes sociais

Durante um debate na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a apresentadora Angélica compartilhou sua experiência com a menopausa, destacando a falta de informação e a importância de discutir abertamente o tema. Aos 51 anos, ela relatou que os primeiros sintomas surgiram aos 43, um pouco antes da média, mas ainda dentro da normalidade. Angélica enfatizou que, na época, não havia informações suficientes disponíveis, o que dificultou sua compreensão sobre o que estava vivenciando.

O relato de Angélica ressoou com a plateia e ganhou destaque nas redes sociais, onde ela publicou um vídeo abordando a menopausa. “Menopausa sempre foi um assunto cercado de tabus, mas isso está mudando”, afirmou. Ela ressaltou que a crescente visibilidade do tema ajuda a quebrar o silêncio que por muito tempo prevaleceu, permitindo que mais mulheres compartilhem suas experiências.

Angélica também comentou sobre os desafios que enfrentou até encontrar um tratamento adequado. Inicialmente, ela consultou um médico que não soube conduzir seu caso, levando-a a buscar soluções alternativas que não trouxeram alívio. Somente ao procurar um endocrinologista e uma ginecologista, ela conseguiu iniciar a reposição hormonal e, assim, melhorar sua qualidade de vida.

Ela expressou sua indignação em relação à falta de informação sobre a menopausa, que ainda é considerada um tabu. “Faltou informação. Menopausa é tabu, infelizmente. É cada vez menos, mas é tabu”, disse. Angélica destacou que muitas mulheres enfrentam essa fase sozinhas, sem o apoio médico e psicológico necessário, e que é crucial falar sobre o assunto para cuidar da saúde física e emocional.

Estima-se que cerca de 75% das mulheres sintam impactos significativos na qualidade de vida durante a menopausa. Angélica lembrou que, por muito tempo, as queixas relacionadas a essa fase foram desconsideradas como “frescura” ou “exagero”, resultando em um silêncio que prejudica muitas mulheres. Ela concluiu que é essencial continuar a conversa sobre menopausa, promovendo informação e acolhimento.

A mobilização em torno da menopausa, impulsionada por figuras públicas como Angélica, pode inspirar ações que promovam a saúde e o bem-estar das mulheres. A união em torno desse tema pode resultar em iniciativas que ofereçam suporte e informação, ajudando a desmistificar a menopausa e a melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.

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