Análise de 79 estudos revela baixa qualidade nas escalas de dor neonatal. Profissionais alertam sobre a validade e confiabilidade das ferramentas de avaliação em UTIN.

Entre seis e nove por cento dos recém-nascidos requerem internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), onde frequentemente enfrentam procedimentos dolorosos que podem impactar seu desenvolvimento a longo prazo. Uma análise de setenta e nove estudos revelou que todas as escalas de avaliação de dor disponíveis apresentam evidências de qualidade muito baixa, levantando preocupações sobre sua validade e confiabilidade em ambientes clínicos.
Recém-nascidos são internados em UTINs devido a doenças ou prematuridade, enfrentando entre quatorze e dezesseis procedimentos dolorosos diariamente. A exposição repetida a esses eventos pode resultar em consequências negativas no processamento da dor, sensibilidade e resposta à dor, além de estar associada a desfechos neurológicos adversos e alterações estruturais no cérebro.
Os recém-nascidos prematuros são especialmente vulneráveis aos efeitos da dor, devido ao seu sistema nervoso imaturo. Eles frequentemente necessitam de procedimentos mais invasivos e frequentes. Ferramentas neurofisiológicas, como espectroscopia de infravermelho próximo e eletroencefalograma, têm sido utilizadas em pesquisas para avaliar a dor neonatal, mas a falta de padronização limita sua aplicação na prática clínica.
Pesquisadores analisaram todos os estudos que desenvolveram ou testaram escalas de avaliação de dor em recém-nascidos, abrangendo tanto prematuros quanto bebês nascidos a termo. A análise incluiu setenta e nove estudos com um total de sete mil cento e noventa e sete bebês, trezentos e vinte e seis enfermeiros e doze médicos, utilizando vinte e sete escalas clínicas em vinte e seis países.
Seguindo a metodologia do Consenso sobre Padrões de Seleção de Instrumentos de Medição em Saúde (COSMIN), os pesquisadores avaliaram a validade de conteúdo, validade estrutural, consistência interna, confiabilidade e outros aspectos. Os resultados mostraram que todas as escalas apresentavam evidências de qualidade muito baixa, levantando sérias preocupações sobre sua aplicabilidade em contextos clínicos.
Os pesquisadores concluem que é necessário um esforço colaborativo entre profissionais clínicos e especialistas em metodologia para melhorar a validade e a confiabilidade das escalas de avaliação da dor em neonatologia. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, promovendo iniciativas que visem a melhoria das condições de avaliação e tratamento da dor em recém-nascidos.

O Dia do Homem, celebrado em quinze de julho no Brasil, visa promover a saúde masculina e desconstruir mitos sobre masculinidade, destacando a importância de cuidados médicos e apoio emocional. A data, embora menos conhecida, ganha relevância em campanhas de saúde, refletindo sobre a saúde física e mental dos homens e a necessidade de acolhimento.

Isabela Godoi, influenciadora digital de São Caetano do Sul, compartilha sua luta contra a Doença de Crohn, destacando a importância de grupos de apoio e a esperança na busca por tratamentos eficazes.

A Conitec abriu consulta pública para incluir o Wegovy (semaglutida 2,4 mg) no SUS, visando atender pacientes com obesidade e histórico cardiovascular. Se aprovado, será o primeiro medicamento disponível na rede pública.

A vacinação contra a dengue no Brasil enfrenta baixa adesão, com apenas 15 estados reportando dados e 13 deles com menos de 50% de retorno para a segunda dose. O Ministério da Saúde possui mais de um milhão de frascos estocados.

Cientistas descobriram anticorpos no sangue de Tim Friede, que injetou veneno de cobra por 18 anos, criando um potencial antídoto universal contra picadas. A pesquisa mostra resultados promissores em camundongos.

Seis casos de sarampo foram confirmados em Campos Lindos, Tocantins, entre pacientes não vacinados que tiveram contato com viajantes. A vigilância em saúde atua em ações de contenção e vacinação.