Dra. Louise De Brot e Dr. Eduardo Batista Candido alertam sobre a necessidade de um rastreio mais direcionado para cânceres ginecológicos, evitando exames desnecessários que podem causar danos às pacientes.

Mais de sessenta por cento das pacientes diagnosticadas com câncer de colo de útero e trinta por cento das que têm câncer de endométrio recebem o diagnóstico em estágios avançados, o que resulta em baixas taxas de sobrevida. Apesar da gravidade da situação, a solução não é simplesmente aumentar a frequência dos exames de rastreamento. A Dra. Louise De Brot, ginecopatologista da Sociedade Brasileira de Patologia, alerta que exames como a ultrassonografia podem levar a procedimentos desnecessários, causando desconforto físico e psicológico.
O Dr. Eduardo Batista Candido, presidente da Comissão de Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), enfatiza que o desafio é direcionar o rastreio para a população que realmente se beneficia. A prevenção quaternária, que visa evitar intervenções médicas desnecessárias, é fundamental, especialmente considerando que médicos com menos de dez anos de experiência tendem a solicitar mais exames, aumentando os custos para os pacientes.
As diretrizes internacionais e brasileiras, incluindo as do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), recomendam que mulheres entre vinte e cinco e sessenta e quatro anos realizem a citologia oncótica para rastreamento do câncer de colo de útero. Após dois resultados normais consecutivos, o exame deve ser feito a cada três anos. Para mulheres com menos de vinte e cinco anos, a maioria dos casos de infecção por HPV se resolve sem progressão para câncer, tornando desnecessários procedimentos invasivos.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a citologia oncótica está sendo substituída pelo exame de DNA do papilomavírus humano (HPV), que identifica os subtipos virais mais associados ao câncer de colo do útero. Este teste, que pode ser realizado a cada cinco anos, apresenta alta especificidade. A Dra. Andréia Gadelha, oncologista clínica e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), ressalta a importância de um acompanhamento próximo para pacientes diagnosticadas.
Embora existam estratégias bem definidas para o câncer de colo de útero, outros tipos de câncer ginecológico, como o de ovário e endométrio, não devem ser rastreados rotineiramente em mulheres assintomáticas. A Dra. Louise afirma que não há evidências de que exames de imagem reduzam a mortalidade em nível populacional. Nesses casos, os exames devem ser utilizados apenas como apoio diagnóstico quando surgem sintomas.
Casos que exigem investigação mais aprofundada incluem massas complexas ou com vascularização anormal. A detecção precoce é benéfica quando melhora o prognóstico sem causar danos desnecessários. É essencial que a prática clínica se baseie em evidências e recomendações atualizadas. Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar das mulheres, garantindo que todas tenham acesso a cuidados adequados.
A Secretaria de Saúde do DF contratou 65 leitos de UTI adulta na rede complementar, com previsão de mais de 340 leitos, para atender a crescente demanda por cuidados intensivos. A medida visa garantir assistência qualificada em momentos críticos.

Líderes globais se unem para combater o Acidente Vascular Cerebral (AVC) em mobilização da Global Stroke Action Coalition, prevendo aumento de 50% nos casos em 25 anos.

Inteligência Artificial promete revolucionar diagnósticos neurológicos no SUS. A tecnologia pode reduzir a subjetividade e acelerar a análise de exames, beneficiando milhões que aguardam atendimento.

O Governo do Distrito Federal ampliou a vacinação contra a gripe para todos a partir de seis meses, visando proteger cerca de 2,8 milhões de pessoas. A médica Jessica Fernandes Ramos ressalta a importância da imunização anual devido às mutações do vírus influenza.

Pediatra alerta sobre a doença mão-pé-boca, causada pelo vírus Coxsackie, que afeta principalmente crianças. Sintomas incluem feridas e febre; hidratação é crucial. Rede pública do DF oferece atendimento.

Uma pesquisa do Ibope Conecta revela que 73% das gestantes brasileiras priorizam uma alimentação saudável, mas a rotina corrida dificulta essa prática. Especialistas sugerem suplementação e cuidados nutricionais específicos para cada trimestre da gestação.