A Câmara Municipal do Rio aprovou um programa nutricional para alunos autistas, permitindo que responsáveis levem alimentos e estabelecendo protocolos alimentares individualizados. O vereador Paulo Messina destaca a importância de respeitar a seletividade alimentar desses alunos, visando a permanência deles nas escolas e a redução da evasão escolar. O projeto agora aguarda a sanção do prefeito Eduardo Paes.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em sessão extraordinária, um projeto de lei que institui um programa nutricional voltado para alunos autistas nas escolas municipais. A proposta, de autoria do vereador Paulo Messina, estabelece a criação de protocolos alimentares individualizados para estudantes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto também permite que os responsáveis levem alimentos específicos para seus filhos, respeitando suas necessidades alimentares.
O novo programa visa facilitar a comunicação entre os responsáveis e as escolas sobre o planejamento nutricional dos alunos autistas. Os pais deverão informar as particularidades alimentares de seus filhos ao órgão responsável pela merenda escolar, garantindo que as necessidades específicas sejam atendidas. Messina, que é pai de dois jovens autistas, destacou a importância dessa iniciativa, ressaltando que a seletividade alimentar é uma característica comum entre pessoas com autismo.
Messina compartilhou sua experiência pessoal, afirmando que um de seus filhos é extremamente seletivo em relação aos alimentos. Ele mencionou que, anteriormente, era necessário levar lanches de forma discreta, pois as escolas não permitiam que os alunos trouxessem sua própria merenda. A aprovação do projeto representa um avanço significativo, pois a falta de opções adequadas pode levar à recusa alimentar, resultando em sérios problemas de saúde.
Um dos principais objetivos do programa é mapear os alunos com TEA nas escolas e entender seus hábitos alimentares. Isso permitirá que as instituições ofereçam uma alimentação especial, contribuindo para a redução da evasão escolar. Messina enfatizou que, ao respeitar as preferências alimentares dos alunos, as escolas podem melhorar a aceitação da merenda, o que é crucial para a permanência dos estudantes nas instituições de ensino.
O projeto foi aprovado por unanimidade na segunda discussão e agora aguarda a análise do prefeito Eduardo Paes, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo. A iniciativa representa um passo importante na inclusão e no suporte a alunos autistas, promovendo um ambiente escolar mais acolhedor e adaptado às suas necessidades.
Iniciativas como essa merecem ser apoiadas pela sociedade civil, pois podem transformar a realidade de muitas crianças e suas famílias. A união em torno de causas sociais é fundamental para garantir que todos tenham acesso a uma educação inclusiva e de qualidade.

Em 2025, o Enem retoma a certificação do ensino médio, atraindo 81 mil candidatos com mais de 18 anos sem diploma, um aumento de 200% em relação a 2024. O exame ocorrerá em novembro.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados avança na aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), focando em metas realistas e governança colaborativa para combater desigualdades. O novo plano busca erradicar a aprendizagem abaixo do básico e promover uma educação adaptada às necessidades atuais.

Inscrições abertas para cursos gratuitos de idiomas nos CEUs de São Paulo. Mais de 8 mil vagas disponíveis para estudantes da Rede Municipal, com aulas presenciais e material didático.

O Brasil ainda enfrenta sérios problemas educacionais, com trinta por cento da população adulta sendo analfabeta funcional e 68 milhões sem concluir a educação básica. A situação exige ações imediatas.

O MEC reafirma que 50% das aulas de formação de professores devem ser presenciais, apesar do novo decreto do presidente Lula que permite até 30% de aulas presenciais em cursos semipresenciais. A revisão das diretrizes é esperada em dois anos.

Em 2024, 20,5 milhões de brasileiros não acessaram a internet, com 73,4% sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. O acesso entre idosos cresceu para 69,8%, mas 5,1 milhões de lares ainda estão desconectados.