Impacto Social

Comissão de Direitos Humanos do DF solicita investigação sobre redes sociais e proteção de crianças e adolescentes

Após polêmica gerada pelo Youtuber Felipe Bressanim Pereira, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, Fábio Félix, pediu a investigação das redes sociais sobre a proteção de crianças e adolescentes. O ofício visa apurar a responsabilidade das plataformas na violação de direitos e promover medidas preventivas.

Atualizado em
August 13, 2025
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Distrital pede inquérito para investigar casos de influência das redes sociais em crimes contra menores no DF - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Após a polêmica gerada pelo vídeo do Youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Fábio Félix, enviou um ofício ao procurador-geral do DF. O objetivo é solicitar a instauração de um Inquérito Civil Público para investigar a responsabilidade das redes sociais na violação dos direitos de crianças e adolescentes.

O ofício destaca que conteúdos violentos ou apelativos são frequentemente estimulados pelas redes sociais. Além disso, o uso precoce dessas plataformas pode prejudicar o desenvolvimento social e cognitivo dos jovens. O documento menciona que a exposição excessiva nas redes sociais aumenta a vulnerabilidade a criminosos, especialmente aqueles envolvidos em exploração sexual infantil.

Fábio Félix pede uma articulação entre diversas entidades, incluindo a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Núcleo Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A intenção é investigar como as redes sociais podem criar um ambiente propício para a prática de crimes contra crianças e adolescentes.

O ofício também solicita a investigação de pontos específicos, como a utilização de redes sociais na articulação de criminosos em casos de pornografia infantil e violência sexual. Além disso, requer informações sobre a colaboração das plataformas digitais nas investigações e as medidas preventivas adotadas para proteger os jovens.

Félix ainda sugere que, em parceria com escolas e conselhos tutelares, sejam promovidas campanhas de conscientização sobre o uso responsável das redes sociais e seus riscos. A proposta visa não apenas responsabilizar as empresas, mas também criar mecanismos de proteção para a infância e adolescência no ambiente virtual.

Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem à proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Projetos que promovam a conscientização e a segurança no uso das redes sociais devem ser estimulados, garantindo um ambiente mais seguro para os jovens.

Correio Braziliense
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