Terceiro Setor

Corte de verbas do governo americano impacta organizações humanitárias no Brasil e exige reestruturação urgente

Cortes de verbas do governo Trump afetam organizações como Acnur e Cáritas no Brasil, resultando na suspensão de apoio a refugiados e na busca por novos financiamentos. A situação exige resiliência e novas alianças.

Atualizado em
May 23, 2025
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Protesto contra decisão dos EUA de reduzir significativamente as ações da Usaid, em Washington — Foto: Drew Angerer / AFP

O governo americano, sob a administração de Donald Trump, anunciou em janeiro cortes significativos nas verbas destinadas a projetos sociais, especialmente aqueles relacionados à agenda "woke", que abrange questões de igualdade racial, social e de gênero. A Usaid (Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional), que representa 42% da ajuda humanitária global monitorada pela ONU em 2024, foi uma das principais afetadas. No Brasil, organizações como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Cáritas Brasileira enfrentam sérias dificuldades devido a esses cortes.

Com a redução de verbas, aproximadamente duas mil pessoas deixaram de receber apoio, o que limita suas chances de integração. Além disso, cerca de quatro mil refugiados estão sem assistência básica. Davide Torzilli, representante do Acnur no Brasil, destaca que a falta de financiamento pode impactar até 29 mil pessoas que buscam asilo e documentação legal, além de comprometer o atendimento psicossocial.

A Cáritas, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), suspendeu repasses para o Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM), que financia projetos de saneamento e segurança alimentar em Roraima. Indi Gouveia, coordenadora nacional da Cáritas, afirma que, mesmo diante desse cenário desafiador, a organização continua buscando parcerias e doações para reabrir suas instalações e oferecer refeições aos necessitados.

Franklin Félix, coordenador da Abong (Associação Brasileira de ONGs), ressalta que a falta de apoio internacional exige uma reorganização das ONGs brasileiras, que enfrentam dificuldades para obter recursos nacionais ou privados. Paula Fabiani, CEO do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), observa que, apesar das incertezas, algumas fundações americanas estão aumentando repasses e adaptando suas estratégias para continuar apoiando causas sociais.

O 13º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), realizado em maio em Fortaleza, destacou a importância do Investimento Social Privado (ISP) no Brasil. Cassio França, secretário-geral do GIFE, enfatizou a necessidade de um aumento no volume de recursos financeiros para a filantropia brasileira, que já colabora para a redução das desigualdades no país, mas tem potencial para crescer ainda mais.

Nesse contexto, a união da sociedade civil é fundamental para apoiar as iniciativas que ajudam os menos favorecidos. A mobilização em torno de causas sociais pode fazer a diferença na vida de milhares de pessoas que dependem de assistência e apoio. É hora de agir e contribuir para que essas organizações possam continuar seu trabalho essencial.

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