Cresce a informalidade entre trabalhadores domésticos no Distrito Federal, onde 95,4% são mulheres e 79,1% se autodeclaram negras. A falta de fiscalização e a "pejotização" agravam a situação.

Dados recentes revelam que a informalidade entre trabalhadores domésticos no Distrito Federal (DF) aumentou, com 95,4% sendo mulheres e 79,1% se autodeclarando negras. Essa situação é agravada pela falta de fiscalização e pela prática da "pejotização", onde profissionais são contratados como Pessoas Jurídicas (PJ), perdendo os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Marcilene Soares, de 43 anos, é um exemplo dessa realidade. Ela trabalha como diarista em várias residências, retornando para casa às 21h. Apesar de ser autônoma, Marcilene contribui para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) há 24 anos, buscando garantir sua aposentadoria. A informalidade no setor cresceu desde a promulgação da Lei Complementar nº 150, de 2015, que regulamentou a profissão e assegurou direitos trabalhistas.
Atualmente, existem 30.097 trabalhadores domésticos com contrato formal no DF, um número inferior ao registrado em 2013, quando eram 42.755. O economista e sociólogo César Bergo aponta que o aumento dos encargos trabalhistas e a falta de fiscalização são fatores que impulsionam a informalidade. Ele explica que muitos empregadores optam por contratar diaristas, que prestam serviços de forma eventual, em vez de formalizar contratos.
Maria do Amparo, que trabalha como doméstica há nove anos, destaca que a formalização traz segurança e benefícios, como férias e 13º salário. Ela, assim como outros profissionais, reconhece a importância de ter direitos garantidos, especialmente em momentos de afastamento por questões de saúde. A experiência de Maria, que começou a trabalhar aos 10 anos, reforça a necessidade de proteção no trabalho doméstico.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a remuneração dos trabalhadores com carteira assinada é 50% superior àqueles que atuam na informalidade. Essa diferença salarial evidencia a importância da formalização, que também está ligada à escolarização e à melhoria das condições de vida. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do DF, Rejiane da Silva Ferreira, ressalta que a falta de fiscalização afeta especialmente mulheres e pessoas negras, grupos que enfrentam maior vulnerabilidade.
Em um cenário onde a informalidade cresce, é crucial que a sociedade civil se mobilize para garantir direitos e dignidade aos trabalhadores domésticos. Projetos que visem à capacitação e à formalização desses profissionais podem fazer a diferença, promovendo uma mudança significativa nas condições de trabalho e na qualidade de vida dessas pessoas. Nossa união pode ajudar os menos favorecidos a conquistar um futuro mais seguro e digno.

Funcionários do Instituto do Carinho denunciam condições de trabalho precárias e sobrecarga, resultando em problemas de saúde mental. A instituição nega as acusações e afirma ter tomado medidas.

Monica Besser homenageia Ailton Krenak em novo álbum com participação de Mateus Aleluia e arte de Ernesto Neto, disponível após show em 8 de julho. Eventos sociais e apoio à comunidade marcam a agenda da região.

A exposição "Dignidade e Luta" no IMS em Poços de Caldas celebra a vida de Laudelina de Campos Mello, heroína da pátria e ativista pelos direitos das trabalhadoras domésticas. A mostra reúne obras de 41 artistas negros e discute desigualdade racial e de gênero, destacando a luta histórica de Laudelina e os desafios atuais enfrentados por essa categoria. A entrada é gratuita e a exposição ficará em cartaz até 14 de setembro de 2025, antes de seguir para São Paulo.

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP lançou o projeto Livros da Floresta, com 131 obras de autoria indígena, promovendo a diversidade e o acesso à literatura indígena. O projeto visa preservar a produção documental indígena e facilitar o acesso a pesquisadores, destacando a importância da literatura indígena no Brasil.

A 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT) oferece atendimento psicossocial e vacinação, promovendo saúde mental e bem-estar aos participantes. A SES-DF destaca a importância da escuta ativa em eventos de grande porte.

O Ministério da Saúde lançou o programa Agora Tem Especialistas, com 1.700 vagas para médicos especialistas, visando reduzir a espera por atendimentos no SUS. As inscrições vão até 28 de julho.