Neste domingo, 10 de dezembro, celebra-se o Dia Mundial da Superdotação, destacando a condição de Altas Habilidades/Superdotação. Dados recentes revelam que apenas uma fração dos superdotados é identificada no Brasil, evidenciando a necessidade de avaliação multidisciplinar e educação inclusiva.

No dia 10 de dezembro, celebra-se o Dia Mundial da Superdotação, uma data que ganha relevância com as recentes descobertas de figuras públicas como o influenciador Whindersson Nunes e a atriz Fabiana Karla, que foram diagnosticados com altas habilidades após realizarem testes neuropsicológicos na fase adulta. Segundo a Associação Mensa Brasil, que reúne pessoas com QI acima de 98% da população, há pelo menos cinco mil brasileiros identificados com essa condição, sendo dois mil crianças e adolescentes e três mil adultos.
O Censo Escolar 2023 apresenta um número ainda maior, com trinta e oito mil e dezenove matrículas na educação inclusiva. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre dois e cinco por cento da população possui altas habilidades, mas menos de 0,5% é identificado no Brasil, o que representa uma perda significativa para a sociedade, conforme explica Andreza Viana, coordenadora da Área Psicossocial do Instituto Apontar.
As altas habilidades vão além da simples noção de superinteligência. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), alunos superdotados podem apresentar potencial elevado em áreas como intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes. Andreza ressalta que a avaliação deve ser multidisciplinar, envolvendo diferentes testes e análises de comportamento, histórico e contexto educacional, já que o teste de QI isoladamente não é suficiente para determinar essa condição.
Outra característica importante das pessoas com altas habilidades é o desenvolvimento assincrônico, onde a idade biológica, cognitiva e emocional não se alinham. Isso pode resultar em desafios como isolamento e ansiedade, especialmente quando esses alunos não encontram pares com interesses semelhantes. Uma estrutura escolar adaptada pode ajudar esses estudantes a alcançar seu potencial e evitar riscos emocionais.
A identificação de altas habilidades ainda é um desafio no Brasil, especialmente entre indivíduos de baixa renda. Andreza Viana destaca que, apesar dos avanços recentes e do aumento da visibilidade do tema nas redes sociais, o desconhecimento e a dificuldade de acesso a especialistas dificultam o diagnóstico adequado. A busca por uma definição rápida pode levar a diagnósticos incorretos, o que requer cautela e compreensão.
O Dia Mundial da Superdotação é uma oportunidade para refletir sobre a importância da educação inclusiva e da identificação adequada de talentos. Projetos que visem apoiar a educação e o desenvolvimento de crianças e jovens com altas habilidades devem ser incentivados pela sociedade civil, promovendo um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.

As inscrições para o projeto Educação Fiscal EnCena 2025 foram prorrogadas até 14 de maio. Educadores do DF que atuam do 4º ano do fundamental ao 3º ano do ensino médio podem participar e concorrer a prêmios. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Economia (SEEC-DF) e visa capacitar professores da rede pública, promovendo a educação fiscal entre os alunos.

A PUC-RS lançou cursos online gratuitos com certificado, acessíveis a todos os brasileiros. Com conteúdo de professores renomados, a iniciativa visa promover atualização profissional de forma flexível e imediata.

Censo Escolar aponta aumento de 44,4% nos diagnósticos de TEA no Brasil, enquanto o Ministério da Educação lança curso de práticas inclusivas. Desafios de financiamento e suporte ainda persistem.

Estudo revela que mudar o turno escolar não melhora o desempenho de alunos com TDAH. Pesquisa com 2.240 estudantes mostra que dificuldades permanecem, independentemente do horário das aulas.

Estudo revela que neurogames melhoram em 21% a funcionalidade e 36,75% o aprendizado de idosos com comprometimento cognitivo leve, superando jogos digitais convencionais. Pesquisadores destacam a importância da neuroplasticidade.

O prazo para inscrições do curso "Jornalismo do Futuro — O GLOBO 100 Anos" encerra neste sábado, com mais de mil candidatos disputando 20 vagas em formação gratuita. O curso, que começa em 25 de agosto, visa moldar novos jornalistas para os desafios contemporâneos da comunicação.