Saúde e Ciência

Infectologistas do Hospital de Base do Distrito Federal lançam programa inovador para reduzir infecções cirúrgicas

Dia do Infectologista, em 11 de abril, destaca a atuação essencial desses profissionais. No dia 24, Hospital de Base do DF lança programa para reduzir infecções cirúrgicas.

Atualizado em
April 11, 2025
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O Programa de Redução de Infecção de Sítio Cirúrgico (Prisc)vai reduzir infecções cirúrgicas, aprimorar o fluxo de atendimento e garantir mais segurança aos pacientes | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF

O Dia do Infectologista, celebrado em 11 de abril, ressalta a relevância desses profissionais na prevenção e controle de infecções, especialmente em hospitais. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os infectologistas têm um papel crucial, que abrange não apenas o tratamento, mas também a elaboração de protocolos e a contenção de surtos. Em 24 de abril, será lançado o Programa de Redução de Infecção de Sítio Cirúrgico (Prisc), com o objetivo de aumentar a segurança dos pacientes e diminuir infecções cirúrgicas.

O programa Prisc, que recebeu elogios da Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (Abih), foi desenvolvido com a colaboração de instituições renomadas, como a Universidade da Catalunha e o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). A implementação ocorrerá de forma integrada no HBDF e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

O Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (Nucih) do HBDF, coordenado por Julival Ribeiro, realiza monitoramento constante das condições hospitalares. Ribeiro destaca a importância de garantir a limpeza adequada e o uso de equipamentos esterilizados para minimizar os riscos de infecções. O infectologista Tazio Vanni enfatiza que o trabalho exige uma visão sistêmica, considerando não apenas o paciente, mas também o ambiente e as condições sociais.

As infecções mais frequentes em hospitais incluem aquelas associadas à ventilação mecânica, cateteres, sondas urinárias e sítios cirúrgicos. Tazio Vanni observa que essas infecções representam desafios significativos, exigindo colaboração entre médicos, técnicos e enfermeiros para evitar complicações.

Durante a pandemia de covid-19, a atuação dos infectologistas se tornou ainda mais evidente, com o aumento de infecções hospitalares e a disseminação de bactérias multirresistentes. Tazio ressalta que a vigilância epidemiológica rigorosa é essencial para identificar rapidamente infecções e agir para evitar a propagação. A tecnologia desempenha um papel fundamental nesse processo.

A pandemia destacou a importância dos infectologistas na saúde pública. Julival conclui que o papel desses profissionais vai além do tratamento, sendo crucial na prevenção de novas infecções. A união da sociedade pode ser um fator determinante para apoiar iniciativas que visem melhorar a saúde coletiva e garantir a segurança dos pacientes em hospitais.

Agência Brasilia
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