Saúde e Ciência

Radiofrequência não ablativa e promestrieno mostram eficácia similar no tratamento de disfunções sexuais em sobreviventes de câncer cervical

Estudo revela que a radiofrequência não ablativa e o promestrieno são igualmente eficazes no tratamento da síndrome genitourinária em sobreviventes de câncer cervical, melhorando a função sexual. A pesquisa, liderada por Fernanda Santos Grossi, demonstrou aumento significativo na pontuação do Índice de Função Sexual Feminina, com resultados promissores para a qualidade de vida dessas mulheres.

Atualizado em
May 15, 2025
Clock Icon
4
min

A radiofrequência não ablativa e o promestrieno mostraram eficácia semelhante no tratamento da síndrome genitourinária e da disfunção sexual em mulheres que sobreviveram ao câncer cervical após a radioterapia. Um estudo recente revelou que a pontuação mediana do Índice de Função Sexual Feminina aumentou de treze para 23,1 após o tratamento. Essa síndrome, comum entre mulheres que passaram por tratamentos oncológicos, é caracterizada por sintomas como secura vaginal e dor durante a relação sexual.

A radioterapia pélvica é uma abordagem terapêutica comum para o câncer cervical, que é o quarto tipo de câncer mais diagnosticado entre mulheres, com cerca de 660 mil novos casos em todo o mundo em 2022. Os tratamentos para os efeitos vaginais da radioterapia incluem opções como dilatadores, hidratantes não hormonais e hormônios tópicos. O promestrieno, um estrogênio com baixa absorção sistêmica, é uma alternativa segura para pacientes oncológicas, enquanto as terapias baseadas em energia, como a radiofrequência, atuam aquecendo a parede vaginal.

O estudo foi conduzido por pesquisadores que realizaram um ensaio clínico piloto com 24 mulheres que receberam radioterapia ou braquiterapia para câncer cervical nos cinco anos anteriores. As participantes foram divididas em dois grupos: um recebeu creme de promestrieno e o outro, tratamento com radiofrequência não ablativa. Os resultados mostraram melhorias significativas na função sexual e na redução dos sintomas vaginais em ambos os grupos.

Após o tratamento, ambos os grupos apresentaram aumento na espessura epitelial e melhora na qualidade do estroma, com destaque para a vascularização no grupo de radiofrequência. A dor durante a relação sexual, a ardência e a secura vaginal também diminuíram significativamente. Não houve diferenças estatísticas relevantes entre os dois tratamentos em relação à eficácia, o que sugere que ambas as opções são viáveis para as pacientes.

Os autores do estudo, liderados por Fernanda Santos Grossi, MSc, do Hospital Geral de Caxias do Sul, ressaltam que tanto o promestrieno quanto a radiofrequência não ablativa são eficazes e seguros. No entanto, o tamanho reduzido da amostra e o curto período de acompanhamento limitam a generalização dos resultados. A avaliação dos sintomas foi baseada em autorrelatos, o que pode introduzir vieses de memória.

Iniciativas que buscam apoiar a saúde e o bem-estar de mulheres que enfrentam os efeitos colaterais de tratamentos oncológicos são essenciais. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida dessas mulheres, proporcionando recursos e apoio para tratamentos que melhorem sua qualidade de vida e saúde sexual.

Medscape - Brasil
Quero ajudar

Leia mais

Pesquisadores brasileiros identificam biomarcador sanguíneo promissor para diagnóstico precoce do Alzheimer
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Pesquisadores brasileiros identificam biomarcador sanguíneo promissor para diagnóstico precoce do Alzheimer
News Card

Pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) descobriram o biomarcador sanguíneo pTau217, que pode substituir a punção lombar no diagnóstico do Alzheimer, com precisão de até 98%. Essa inovação promete facilitar o diagnóstico precoce da doença, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Hormônios sexuais podem ser a chave para tratar doenças mentais resistentes em homens e mulheres
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Hormônios sexuais podem ser a chave para tratar doenças mentais resistentes em homens e mulheres
News Card

Pesquisas recentes revelam que deficiências hormonais em homens e mulheres na perimenopausa podem estar ligadas a doenças mentais resistentes ao tratamento, sugerindo a necessidade de terapias hormonais. A saúde mental de milhões pode ser impactada positivamente por essa abordagem.

Ministro da Saúde propõe mudança no financiamento do SUS e novo modelo de remuneração para serviços de saúde
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Ministro da Saúde propõe mudança no financiamento do SUS e novo modelo de remuneração para serviços de saúde
News Card

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, propõe reformulação no financiamento do SUS, sugerindo um modelo que remunere por resultados, começando pela terapia renal substitutiva. A mudança visa valorizar a qualidade do atendimento.

Prevenção da demência deve começar na infância para reduzir riscos ao longo da vida
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Prevenção da demência deve começar na infância para reduzir riscos ao longo da vida
News Card

Estudos recentes indicam que a prevenção da demência deve começar na infância, pois fatores de risco se desenvolvem cedo. A abordagem deve ser coordenada e focar em ambientes saudáveis e educação.

Vacinação contra a gripe é ampliada no Distrito Federal; população a partir de seis meses pode se imunizar
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Vacinação contra a gripe é ampliada no Distrito Federal; população a partir de seis meses pode se imunizar
News Card

O Distrito Federal amplia a vacinação contra a gripe para todos a partir de seis meses, visando conter o aumento de casos. No primeiro dia, o movimento nas Unidades Básicas de Saúde foi tranquilo, com filas pequenas. A vacina protege contra H1N1, H3N2 e tipo B, e pode ser administrada junto a outras vacinas. A meta é aumentar a cobertura vacinal e reduzir complicações e internações.

"Arquitetas superam desafios da retocolite ulcerativa e compartilham experiências de superação"
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
"Arquitetas superam desafios da retocolite ulcerativa e compartilham experiências de superação"
News Card

A arquiteta e urbanista Tássia Garcia Pires de Oliveira superou a retocolite ulcerativa após três anos de tratamentos e agora compartilha sua experiência para ajudar outros pacientes. Sua jornada inclui desafios físicos e emocionais, mas a remissão alcançada em dezembro de 2024 a motivou a se tornar uma referência de apoio.