Saúde e Ciência

Inteligência artificial devolve voz a mulher que perdeu a fala devido à esclerose lateral amiotrófica

Sarah Ezekiel, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica, recuperou sua voz original após 25 anos, graças à tecnologia de inteligência artificial que a permitiu se comunicar emocionalmente com seus filhos. A nova voz trouxe um renascimento emocional à família, permitindo que Sarah expressasse sentimentos e se reconectasse com seus filhos, que a conheciam apenas por uma voz robótica.

Atualizado em
August 20, 2025
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quando crianças) não se lembravam da voz da mãe - Imagem: Sarah Ezekiel

Sarah Ezekiel, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA) aos 34 anos, recuperou sua voz original graças a uma tecnologia de inteligência artificial que a recriou a partir de apenas oito segundos de áudio. Essa inovação permitiu que ela se comunique novamente com seus filhos, Aviva e Eric, trazendo uma nova dimensão emocional à sua interação familiar. Sarah descreveu a experiência como um "milagre", destacando a importância de ouvir sua própria voz após tantos anos de silêncio.

O diagnóstico de ELA, uma condição neurodegenerativa que afeta os neurônios motores, fez com que Sarah perdesse a capacidade de falar e usar as mãos. Desde então, ela enfrentou um longo período de isolamento e dependência de cuidados. A tecnologia de rastreamento ocular, que permite que ela selecione letras com os olhos, foi um primeiro passo para a comunicação, mas a nova voz, criada pela empresa Smartbox, representa um avanço significativo.

A busca pela voz original de Sarah levou sua família a encontrar uma fita VHS antiga, gravada nos anos 1990, onde conseguiram identificar os preciosos oito segundos de áudio. A empresa Smartbox, em parceria com a ElevenLabs, utilizou tecnologia avançada para isolar e recriar a voz, superando desafios como ruídos de fundo e distorções. O resultado foi uma voz que, embora inicialmente sem entonação, foi aprimorada para refletir a personalidade de Sarah.

Os filhos de Sarah reagiram positivamente ao ouvir a nova voz da mãe. Aviva expressou sua surpresa e alegria, enquanto Eric destacou a importância de poder sentir a verdadeira essência de sua mãe através da comunicação. A tecnologia não apenas restaurou a voz de Sarah, mas também fortaleceu os laços familiares, permitindo que ela expressasse emoções de forma mais autêntica.

Além de recuperar a comunicação, Sarah voltou a se dedicar à pintura, utilizando a mesma tecnologia de rastreamento ocular. Ela se tornou voluntária da MND Association, contribuindo para a conscientização sobre doenças do neurônio motor e apoiando outras famílias que enfrentam desafios semelhantes. A história de Sarah ilustra como a tecnologia pode transformar vidas e oferecer novas oportunidades de expressão.

Iniciativas como a de Sarah mostram a importância de apoiar projetos que buscam inovação e inclusão para pessoas com deficiência. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam condições desafiadoras, promovendo avanços que melhoram a qualidade de vida e a comunicação. Cada contribuição pode ajudar a transformar histórias e proporcionar esperança a quem mais precisa.

BBC - Brasil Saúde
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