O Nupens, da USP, destaca-se na produção científica brasileira, com cinco pesquisadores entre os mais citados do país, e inovações como o conceito de ultraprocessados, que relaciona alimentação a doenças crônicas.

O Brasil enfrenta desafios na produção científica, com resultados modestos em comparação a países como Estados Unidos e China. No entanto, o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP), se destaca nesse cenário. O núcleo conta com cinco de seus pesquisadores entre os mais citados do Brasil, segundo dados de 2024, e tem contribuído significativamente para a inovação na área da nutrição.
O Nupens é reconhecido por introduzir o conceito de ultraprocessados, que está associado a problemas de saúde crônicos, como a obesidade. A trajetória do núcleo remonta às pesquisas sobre desnutrição infantil realizadas na década de 1970 por Carlos Monteiro e Maria Helena Benício, que foram fundamentais para a sua fundação em 1990. Desde então, o Nupens cresceu e hoje conta com mais de 40 pesquisadores.
Os pesquisadores do Nupens perceberam que, apesar do sucesso no combate à desnutrição, o Brasil enfrentava um aumento nas doenças crônicas. Monteiro destaca que a relação entre a produção e comercialização de alimentos e o aumento da obesidade é crucial para entender essa questão. O conceito de ultraprocessados foi formalizado em 2009 e, em 2015, o núcleo publicou estudos que relacionam esses produtos à obesidade, gerando uma série de pesquisas subsequentes que confirmaram essa hipótese.
Além das pesquisas, o Nupens também participou da elaboração do "Guia Alimentar para a População Brasileira", publicado em 2014. A colaboração com o Ministério da Saúde, por meio de Patrícia Jaime e Monteiro, conferiu maior credibilidade ao núcleo e ao conceito de ultraprocessados. O Nupens apoia diversas iniciativas de saúde pública e colabora com organizações internacionais, ampliando seu impacto na área.
A estrutura do Nupens, como um núcleo dentro da USP, favorece a colaboração entre pesquisadores de diferentes áreas, permitindo uma maior autonomia e flexibilidade nas pesquisas. A vice-coordenadora Maria Laura Louzada ressalta a importância de um ambiente onde todos podem questionar e discutir abertamente, sem hierarquias rígidas. Essa abordagem promove um espaço de inovação e formação, essencial para o desenvolvimento de novas ideias.
O financiamento público é um fator crucial para o sucesso do Nupens, que evita parcerias com a indústria alimentícia para garantir a independência nas pesquisas. Monteiro menciona o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 1976. A capacidade de responder a questões universais e a liderança de Monteiro, que é respeitado e acessível, são aspectos que contribuem para o êxito do núcleo. Iniciativas como essa merecem apoio da sociedade civil, pois podem impactar positivamente a saúde pública e a nutrição no Brasil.

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