Rick Doblin, fundador da MAPS, aguarda aprovação da FDA para uso terapêutico do MDMA no tratamento de traumas, destacando a importância da aliança terapêutica e sessões controladas. A pesquisa avança com foco em terapia de grupo e jovens.

O uso de substâncias psicodélicas, como MDMA e LSD, no tratamento de traumas tem ganhado destaque, especialmente com a liderança da Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) nas pesquisas. Rick Doblin, fundador da MAPS, anunciou durante o Rio Innovation Week, realizado no Rio de Janeiro entre 12 e 15 de agosto, que aguarda a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para o uso terapêutico do MDMA, conhecido como ecstasy. Ele enfatizou a importância de sessões controladas e da aliança terapêutica no processo de tratamento.
A terapia com MDMA é realizada em um ambiente controlado, com acompanhamento psicológico. As sessões, que podem durar até oito horas, são divididas em três etapas: preparação, administração da substância e integração. A preparação, que ocorre antes da sessão, tem como objetivo estabelecer confiança entre o terapeuta e o paciente, sendo crucial para o sucesso do tratamento. A aliança terapêutica é considerada o fator mais importante nesse processo.
Durante as sessões, duas horas após a administração da dose inicial de MDMA, é aplicada uma segunda dose para prolongar os efeitos. A presença de uma equipe de psicólogos, composta por um homem e uma mulher, é fundamental, pois pode ajudar a reproduzir a dinâmica familiar que o paciente pode ter perdido. O terapeuta auxilia o paciente a processar emoções e traumas, promovendo um ambiente seguro para a expressão de sentimentos.
Comparado a terapias tradicionais, como a exposição prolongada e a terapia de processamento cognitivo, a terapia com MDMA apresenta uma taxa de desistência significativamente menor. Estudos indicam que menos de cinco por cento dos pacientes abandonam o tratamento, em contraste com a taxa de cinquenta por cento observada em terapias convencionais. O MDMA atua na amígdala, região do cérebro responsável pelas emoções, permitindo que os pacientes recordem traumas sem serem consumidos por eles.
Embora a FDA ainda não tenha dado um sinal verde, Doblin acredita que a aprovação pode ocorrer em breve, uma vez que os psicodélicos são considerados uma prioridade. A MAPS também está expandindo suas atividades, com treinamentos realizados na Ucrânia para ajudar no tratamento de traumas. A organização busca levar o MDMA a áreas com altos índices de trauma, incluindo o Brasil, onde a demanda por tratamentos eficazes é crescente.
A nova fronteira nas pesquisas com psicodélicos inclui a terapia de grupo e o uso de diferentes substâncias em conjunto. Além disso, há um foco em tratar jovens, visando abordar traumas precocemente. A inteligência artificial pode desempenhar um papel no desenvolvimento de novos medicamentos, mas a presença de terapeutas humanos continua sendo essencial para o tratamento de traumas. Projetos que visam apoiar a pesquisa e o tratamento de traumas devem ser incentivados pela sociedade civil, pois podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

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