O salão Maison Meyer, no Méier, liderado pelo hairstylist Eduard Fernandes, se destaca por acolher mulheres em vulnerabilidade e capacitar profissionais da beleza a identificar abusos. Com o projeto Mãos Empenhadas contra a Violência, Ed transforma seu espaço em um refúgio, promovendo escuta e apoio, enquanto o Camarim Secreto ajuda mulheres a se reencontrarem.

O salão Maison Meyer, localizado no Méier, é um espaço que combina atendimento a celebridades e apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade. Sob a liderança do hairstylist Eduard Fernandes, conhecido como Ed, o salão se tornou um refúgio para aquelas que enfrentam violência. Ed, com mais de 25 anos de experiência, relata que muitas mulheres chegam ao salão com marcas visíveis de abuso, revelando suas histórias ao longo do atendimento.
O projeto Mãos Empenhadas contra a Violência, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), capacita profissionais da beleza para identificar sinais de abuso e orientar as vítimas sobre seus direitos. Entre janeiro e abril deste ano, foram registrados trinta e seis casos de feminicídio no estado, evidenciando a urgência dessa iniciativa.
Eduard Fernandes começou sua carreira no interior do Rio de Janeiro, mas ganhou notoriedade em São Paulo, atendendo celebridades como Hebe Camargo e Sheila Mello. Após retornar ao Méier, ele percebeu que muitas mulheres buscavam mais do que serviços de beleza; elas precisavam de escuta e apoio emocional. Essa percepção levou à criação do Camarim Secreto, um espaço íntimo onde Ed oferece acolhimento e orientação às mulheres que se sentem perdidas.
O Camarim Secreto, transformado de um antigo depósito, é um local onde Ed utiliza maquiagem para esconder hematomas, mas, principalmente, ouve e orienta as mulheres. Ele destaca que a violência não tem classe social, atendendo tanto mulheres ricas quanto aquelas em situação de vulnerabilidade. O cabeleireiro compartilha histórias de transformação, como a de uma cliente que recuperou sua autonomia e se tornou executiva de uma multinacional.
Para Ed, a estética é apenas a porta de entrada para um trabalho mais profundo. Ele acredita que a beleza pode ser o início da cura, e quando uma mulher volta a sorrir diante do espelho, ele sente que cumpriu sua missão. A capacitação oferecida pelo projeto é fundamental para que mais profissionais estejam preparados para agir com empatia e responsabilidade, sempre respeitando o tempo e a autonomia de cada mulher.
A presença de celebridades no salão ajuda a dar visibilidade ao trabalho social de Ed, encorajando mais mulheres a buscarem apoio. Ele sonha que o Camarim Secreto um dia se torne desnecessário e que uma rede de salões-abrigo seja estabelecida pela cidade. Nessa luta, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, promovendo projetos que ajudem a transformar a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Crianças em países de baixa renda enfrentam mortalidade infantil 13 vezes maior que as de países ricos, segundo relatório da OMS. A desigualdade social pode ser combatida com ações coletivas e investimentos em saúde.

O World Giving Report 2025 revela que países de menor renda, como a Nigéria, são mais generosos em doações proporcionais, com o Brasil na 48ª posição, destinando 0,93% da renda a causas sociais. A pesquisa destaca a relação entre generosidade e percepção de necessidade, evidenciando que a cultura e a confiança nas organizações sociais influenciam as doações.

O projeto Ana Autoestima, da empresa social Tabu Tabu, promove educação sexual e autoconhecimento entre mulheres da favela Parque Analândia, abordando temas como prazer e consentimento. A iniciativa busca empoderar essas mulheres, que enfrentam desafios relacionados à saúde e autoestima, através de grupos de WhatsApp e encontros presenciais.

A artista Castiel Vitorino Brasileiro apresenta a exposição "Eterno Vulnerável" no Solar dos Abacaxis, com 40 obras que refletem sua busca por liberdade e cura, ligadas à memória de sua mãe desaparecida. A mostra, que celebra o décimo aniversário do espaço, explora a temporalidade e a relação com a ancestralidade, destacando a fragilidade da liberdade. A visitação é gratuita, de quarta a sábado, até 1 de novembro.

Agricultores paranaenses estão reintroduzindo o cultivo de algodão, com a meta de expandir para 20 mil hectares em cinco anos, impulsionados por novas tecnologias e uma algodoeira.

O número de brasileiros com mais de 60 anos no mercado de trabalho cresceu quase 70% em doze anos, atingindo 8,6 milhões em 2024, refletindo a alta informalidade e a inflação que impacta essa faixa etária. A pesquisa da FGV/Ibre destaca que muitos idosos precisam trabalhar devido ao custo de vida elevado, especialmente com despesas de saúde. A informalidade atinge 53,8% desse grupo, muito acima da média nacional. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam proteção e empregabilidade a essa população crescente.