A solidão causou aproximadamente 871 mil mortes anuais entre 2014 e 2019, segundo a OMS, que destaca a urgência de priorizar a conexão social como uma questão de saúde pública. A falta de vínculos impacta a saúde mental e física, especialmente entre jovens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório alarmante que aponta a solidão como responsável por aproximadamente 871 mil mortes anuais entre 2014 e 2019, o que equivale a cerca de 100 mortes a cada hora relacionadas a esse problema. O estudo fornece um panorama global sobre os efeitos da solidão e do isolamento social na saúde pública, destacando que a solidão é tão prejudicial quanto fumar 15 cigarros por dia.
Entre 2014 e 2023, cerca de 1 em cada 6 pessoas no mundo relatou ter se sentido solitária. O fenômeno é mais prevalente entre adolescentes e jovens adultos, com 20,9% dos jovens de 13 a 17 anos e 17,4% dos adultos entre 18 e 29 anos relatando solidão. Em países de baixa renda, a situação é ainda mais crítica, com uma prevalência de 24% da população afetada.
O relatório, elaborado pela Comissão da OMS sobre Conexão Social, enfatiza que a falta de vínculos significativos impacta não apenas o bem-estar mental, mas também a saúde física. A desconexão social está associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, depressão, ansiedade e morte precoce. Além disso, a solidão pode gerar consequências econômicas, afetando o desempenho educacional e a produtividade no trabalho.
Transformações recentes, como o aumento do número de pessoas vivendo sozinhas, a urbanização acelerada e o uso crescente de tecnologias digitais, são fatores que agravam o problema. Embora as redes sociais sejam frequentemente discutidas, o relatório alerta para a necessidade de cautela, especialmente em relação à saúde mental dos jovens. A conexão social é apresentada como um elemento essencial para a saúde e a coesão social.
Atualmente, apenas oito países de alta renda implementaram políticas públicas específicas para enfrentar a solidão, incluindo Japão, Reino Unido e Estados Unidos. As estratégias adotadas incluem campanhas de conscientização e promoção do bem-estar social. A OMS propõe uma agenda de ação para a próxima década, focando na elaboração de políticas públicas, promoção de intervenções eficazes e engajamento da sociedade.
O relatório conclui com um apelo à ação, afirmando que é um momento decisivo para priorizar a conexão social como uma questão de saúde pública. A união da sociedade pode ser fundamental para construir comunidades mais saudáveis e inclusivas. Projetos que promovem a interação social e o apoio a iniciativas comunitárias são essenciais para enfrentar esse desafio e melhorar a qualidade de vida de muitos.

O Cadastro Único (CadÚnico) é crucial para a inclusão social no Brasil, exigindo renda mensal de até R$ 706 em 2025 e atualização a cada dois anos. Inscrições são feitas em CRAS ou pelo aplicativo.

Felipe Bressanim Pereira, o Felca, denunciou a exposição de menores na internet, gerando ameaças e ataques. Ele processou 233 perfis por calúnia e reforçou sua segurança com carro blindado e escolta.

Durante evento em Mariana, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o prefeito Juliano Duarte contra vaias, ressaltando a importância do acordo de reparação pós-tragédia de 2015. O acordo prevê R$ 6,1 bilhões para 49 municípios, com R$ 1,3 bilhão destinado a Mariana. Apesar de críticas, a cidade receberá R$ 139 milhões e investimentos em um hospital universitário.

Governo do Distrito Federal intensifica ações contra a violência de gênero com novos programas e campanhas. Secretários se reuniram com a ouvidora do CNJ para fortalecer políticas de proteção às mulheres.

A Penitenciária Feminina do Distrito Federal lançou o projeto "CorpoConsciente – Escuta de Si", que promove oficinas de bem-estar emocional para detentas, permitindo a redução da pena. As atividades, realizadas às sextas-feiras, incluem caminhadas, automassagens e movimentos livres, visando a saúde mental e a dignidade no sistema prisional. As psicólogas Clara Costa e Thais Germano conduzem as oficinas, que já mostraram resultados positivos nas primeiras semanas, com relatos de leveza e alívio entre as participantes.

Clelia Crescenzo-Squitieri, adolescente brasileira adotada por italianos, emocionou conferência sobre adoção ao relatar preconceito e queda nas adoções internacionais. A situação exige atenção e ação.