Sport é condenado a pagar R$ 4,6 milhões a Everton Felipe por danos. A decisão da 9ª Vara do Trabalho do Recife destaca a falta de suporte médico e fraude em direitos de imagem. Everton, que se aposentou aos 26 anos devido a lesões graves no joelho, busca reparação por danos materiais e morais.

A 9ª Vara do Trabalho do Recife determinou que o Sport deve pagar aproximadamente R$ 4,6 milhões ao ex-jogador Everton Felipe por danos materiais e morais. A decisão, proferida nesta quarta-feira, é resultado da falta de suporte médico e de irregularidades relacionadas aos direitos de imagem do atleta. O valor inicial pode aumentar para cerca de R$ 6 milhões, considerando outros fatores como seguro obrigatório e estabilidade acidentária. O clube ainda pode recorrer da decisão, que está em primeira instância.
Everton Felipe, que se aposentou aos 26 anos devido a uma grave lesão no joelho, enfrentou uma série de problemas de saúde ao longo da carreira, incluindo cirurgias e contusões frequentes desde 2017. A última cirurgia, realizada em março de 2022, foi de menisco, e o jogador não conseguiu retornar aos campos após o procedimento. A sentença destaca a omissão do Sport em fornecer acompanhamento médico adequado ao atleta.
O juiz Arthur Ferreira Soares, responsável pela decisão, apontou que a única testemunha apresentada pelo clube, um médico que trabalha para o Sport, admitiu que Everton não teve acompanhamento adequado após sua última cirurgia. O laudo pericial revelou lesões graves, como impactação óssea e artrose avançada, que comprometem a saúde do ex-atleta.
Além das questões de saúde, Everton Felipe também alegou que o Sport teria impedido sua transferência para o Portimonense, de Portugal. Contudo, a falta de documentação assinada comprometeu a validade dessa alegação, levando o juiz a considerar improcedente o pedido de indenização por "perda de uma chance".
O advogado de Everton, João Augusto Régis, celebrou a decisão judicial, ressaltando que a lesão do jogador foi reconhecida como um acidente de trabalho. Ele destacou que a indenização busca reparar, em parte, os danos sofridos por Everton, que ainda enfrenta dificuldades em sua vida cotidiana devido às limitações físicas.
Aos 27 anos, Everton Felipe expressou sua insatisfação com a situação atual, afirmando que a indenização não reverte sua condição de saúde. Ele ainda enfrenta dificuldades para realizar atividades simples do dia a dia. A situação de Everton é um lembrete da importância de apoiar atletas que enfrentam desafios semelhantes, e a sociedade pode se unir para ajudar na recuperação e reintegração desses profissionais ao mercado de trabalho.

O Brasil registrou 1.003 mortes por dengue até a 20ª semana de 2025, uma queda em relação ao ano anterior, mas ainda alarmante, com São Paulo concentrando a maioria dos casos. A epidemia, impulsionada pelo subtipo dengue tipo 3, revela falhas na assistência à saúde, segundo especialistas.

O Brasil avança na autossuficiência em hemoderivados com a inauguração da nova fábrica da Hemobrás em Goiana (PE), com investimento de R$ 1,9 bilhão, promovendo acesso à saúde e soberania nacional. A unidade, a maior da América Latina, produzirá medicamentos essenciais, beneficiando milhares de brasileiros e fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil agora oferece tratamento imediato com antirretrovirais para todos diagnosticados com HIV, além de destacar a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como a melhor forma de prevenção.

A Fiocruz alerta sobre o aumento das hospitalizações por gripe em 14 capitais brasileiras, com Mato Grosso do Sul em situação crítica. A vacinação e medidas de prevenção são essenciais.

A Global Initiative for Asthma (GINA 2025) lançou diretrizes que definem critérios objetivos para diagnosticar asma em crianças menores de cinco anos, aumentando a segurança no tratamento. O pneumopediatra Fabio Muchão destaca que a nova abordagem pode tranquilizar pais e médicos, permitindo um manejo mais eficaz da doença, que afeta cerca de 20% da população infantil no Brasil.

Cresce a preocupação com o aumento do câncer colorretal em jovens, evidenciado pela morte da cantora Preta Gil. Especialistas pedem urgência em programas de rastreamento no Brasil.