A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso do lenacapavir, um medicamento injetável com eficácia de 100% na prevenção do HIV, aplicado semestralmente. O acesso no Brasil ainda está em planejamento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 14 de julho de 2025, a recomendação do uso do lenacapavir, um medicamento injetável que deve ser administrado duas vezes ao ano para a prevenção do HIV. Essa nova opção de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) se apresenta como uma alternativa eficaz e de longa duração em comparação com as pílulas orais, que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2018.
Estudos recentes, incluindo um publicado na revista científica "New England Journal of Medicine" em 2024, demonstraram que o lenacapavir teve uma eficácia de 100% na prevenção do HIV em mulheres. Em um estudo com três mil duzentos e sessenta e cinco participantes de diferentes gêneros, apenas dois voluntários que utilizaram o medicamento contraíram a infecção. A OMS destaca a importância dessa nova diretriz em um momento crítico, já que o número de novas infecções pelo HIV atingiu 1,3 milhão no ano anterior.
Além do lenacapavir, a OMS também recomenda a utilização de testes rápidos para o diagnóstico do HIV, simplificando o processo e tornando-o mais acessível. Dados apresentados na 25ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada em Munique, na Alemanha, reforçam a eficácia do medicamento, que foi tão significativa que o estudo clínico foi interrompido precocemente devido aos resultados positivos.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) também se manifestou, afirmando que o lenacapavir pode acelerar os esforços para erradicar a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030, conforme a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. No entanto, a Gilead Sciences, fabricante do medicamento, precisa garantir que todos que necessitam do tratamento tenham acesso, considerando que o custo é de aproximadamente US$ 40 mil por pessoa anualmente.
No Brasil, o lenacapavir ainda não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Gilead do Brasil informou que a submissão do medicamento está em fase de planejamento, sem previsão de data para a disponibilização. O medicamento, comercialmente conhecido como Sunlenca, é considerado uma alternativa em relação aos atuais medicamentos orais de PrEP, que são utilizados antes da relação sexual.
É importante ressaltar que, embora a PrEP oral esteja disponível, existem limitações, especialmente para mulheres cis que não podem utilizar a PrEP sob demanda. A eficácia do lenacapavir, que demonstrou resultados sem precedentes, pode ser um divisor de águas na luta contra o HIV. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a terem acesso a tratamentos inovadores e essenciais para a saúde pública.

As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) estão em ascensão no Brasil, com um aumento de 61% nas internações na última década. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) alerta para a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Estudo do Rogel Cancer Center revela que dietas com baixo teor de proteínas podem inibir o crescimento do câncer colorretal, afetando mecanismos celulares como o mTORC1, mas requer supervisão médica.

O governo federal anunciou um investimento de R$ 99,1 milhões anuais para o SUS na Bahia, além de R$ 485,4 mil para o terceiro turno na Policlínica de Juazeiro e cinco Unidades Odontológicas Móveis. Essas ações visam melhorar o atendimento especializado e reduzir o tempo de espera por serviços de saúde na região.

Ministério da Saúde capacita enfermeiras da Ilha de Marajó para inserção de DIU. A formação de doze profissionais resultou em 271 atendimentos em Breves, ampliando o acesso a métodos contraceptivos no SUS.

Com a cobertura vacinal contra a gripe em apenas 35,96%, o Brasil enfrenta um surto de influenza, com 15 estados em alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Especialistas alertam sobre a gravidade da situação, com quase 75% das mortes recentes atribuídas à cepa influenza A.

Pesquisas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP revelam que a malária em áreas urbanas da Amazônia é majoritariamente assintomática, dificultando o diagnóstico e exigindo novas estratégias de vigilância. Estudos em Mâncio Lima e Vila Assis Brasil mostram que métodos moleculares detectam até dez vezes mais infecções que a microscopia, evidenciando a necessidade de ações direcionadas para eliminar a doença no Brasil.