Ticiana Rolim Queiroz, ex-herdeira de uma construtora no Ceará, abandonou sua carreira para fundar a Somos Um, ONG dedicada ao empreendedorismo social e ao apoio a mulheres vulneráveis. A iniciativa visa promover impacto social e democratizar o acesso ao crédito no Nordeste.

Após mais de duas décadas na C-Rolim Imobiliária, uma das principais construtoras do Ceará, Ticiana Rolim Queiroz decidiu mudar radicalmente sua trajetória profissional. Aos 43 anos, mãe de três filhos, ela deixou a empresa familiar para se dedicar ao empreendedorismo social, fundando a Somos Um, uma organização sem fins lucrativos que visa promover o impacto social por meio do empreendedorismo.
Ticiana cresceu em um ambiente de privilégios, mas enfrentou resistência ao tentar se inserir nos negócios da família. Em um contexto predominantemente masculino, ela trabalhou por 21 anos, buscando provar seu valor. A virada em sua vida ocorreu em 2013, quando começou a perceber problemas de saúde física e emocional, o que a levou a um processo de autoconhecimento e transformação.
A inspiração para criar a Somos Um veio da leitura do livro "Um Mundo sem Pobreza", do Nobel da Paz Muhammad Yunus. Ticiana se comprometeu a usar seu conhecimento e recursos para ajudar pessoas a prosperar e sair da pobreza, especialmente mulheres vulneráveis em situações de violência. Em 2022, ela deixou definitivamente a empresa familiar, passando sua parte para o irmão, e se dedicou a um novo modelo de negócios que une a lógica empresarial ao impacto social.
Com a Somos Um, Ticiana desenvolveu programas que democratizam o acesso ao crédito para empreendimentos femininos no Nordeste, priorizando mulheres negras. A organização já investiu em dezoito empreendimentos, oferecendo capital e consultoria gratuita para empreendedoras que faturam até R$ 200 mil por ano. O Conexão ODS, um evento criado em parceria com o Pacto Global – Rede Brasil, busca engajar o setor empresarial na implementação da Agenda 2030 e acelerar a transição para um futuro mais justo e sustentável.
O formato do Conexão ODS é inovador, promovendo uma experiência interativa que inclui feira de artesanato local, visitas a comunidades e desafios de inovação. A primeira edição, realizada em Fortaleza, reuniu oitocentos líderes em três dias, e o sucesso levou à expansão do evento para outros estados nordestinos. A segunda edição ocorrerá em Natal, de 7 a 9 de agosto, com a expectativa de atrair seiscentos líderes e mais de cinquenta painelistas.
Ticiana acredita que a união entre os estados nordestinos é essencial para enfrentar desafios comuns, como a seca e a pobreza. Embora a medição de impacto a longo prazo seja complexa, ela destaca a importância de "plantar sementes" para o futuro. Projetos como o de Ticiana mostram como a sociedade civil pode se mobilizar para apoiar iniciativas que promovem mudanças significativas. A união em torno de causas sociais pode transformar vidas e comunidades, criando um futuro mais igualitário e sustentável.

Servidor do ICMBio é responsabilizado pela demolição do terreiro de jarê em Lençóis (BA), mas líderes locais consideram a punição insuficiente e denunciam racismo religioso. O terreiro foi reconstruído e reinaugurado em maio.

O projeto social "Emergindo a Caminho do Futuro", fundado por Sandra Matos, oferece serviços essenciais a pessoas vulneráveis no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense desde 2021. A iniciativa busca voluntários e materiais para expandir suas atividades, enfrentando desafios na captação de recursos e logística.

A Casa Hogar BENCALETH, em Tegucigalpa, transforma vidas de crianças com deficiência, oferecendo suporte terapêutico e um ambiente familiar desde mil novecentos e oitenta e nove. A instituição destaca-se por seu atendimento integral e personalizado, promovendo inclusão e desenvolvimento.

A Campanha do Agasalho Solidário, liderada pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha, recebeu quase 350 itens da Secretaria de Saúde do DF, visando arrecadar mais de 10 mil até 17 de julho. A ação conta com pontos de coleta em órgãos do GDF.

Após um ano das enchentes no Rio Grande do Sul, 863 cães e gatos ainda aguardam adoção, enfrentando superlotação e condições precárias em abrigos. A diminuição do interesse em adotar agrava a situação.

Instituto No Setor, fundado em Brasília em 2018, se formaliza e expande suas ações sociais com novos voluntários, promovendo acolhimento e dignidade à população em situação de rua. A iniciativa busca integrar e transformar vidas na capital.