Ariadna Arantes, primeira mulher transexual no Big Brother Brasil, compartilhou suas experiências dolorosas com silicone industrial em conversa com Maya Massafera, destacando a pressão social sobre mulheres trans.

Ariadna Arantes, a primeira mulher transexual a participar do Big Brother Brasil, compartilhou suas experiências dolorosas com procedimentos estéticos em uma conversa recente com Maya Massafera. Durante o bate-papo, Ariadna relembrou o uso de silicone industrial, especificamente um tipo utilizado para limpeza de pneus de avião, e a pressão social que mulheres trans enfrentam para se submeterem a esses procedimentos. A conversa ocorreu em um vídeo no Instagram, onde ambas discutem a trajetória da comunidade LGBTQIA+.
A influencer revelou que, devido à sua condição financeira na juventude, optou por esse silicone em vez de alternativas mais seguras, como o PMMA (polimetilmetacrilato), que é um preenchedor comum. Ariadna descreveu o processo doloroso, onde uma travesti bordadeira realizava o procedimento em um ambiente improvisado, utilizando agulhas grandes e misturas de silicone. “Se não sangrar, significa que não pegou nenhuma artéria”, explicou.
Ela também comentou sobre a massagem que se seguia ao procedimento, descrevendo a dor intensa que sentia. Ariadna e Maya refletiram sobre a pressão que mulheres trans, especialmente as de baixa renda, sentem para se submeter a esses procedimentos estéticos. “Se você não tiver silicone industrial, você não é travesti”, afirmou Maya, ressaltando a mudança gradual dessa mentalidade.
Ariadna já havia expressado seu arrependimento em relação ao uso de silicone industrial em uma publicação anterior, onde mencionou os problemas de saúde que enfrentou anos depois. “Hoje vejo esse maldito silicone espalhado pela minha virilha”, escreveu, alertando sobre os riscos associados a esses procedimentos. Ela enfatizou a importância de não seguir as expectativas sociais que podem levar a decisões prejudiciais.
As influencers destacaram que, apesar de algumas mudanças na percepção sobre a beleza e os padrões estéticos, muitas mulheres ainda enfrentam discriminação por não se submeterem a esses procedimentos. Ariadna mencionou que essa pressão é especialmente forte entre profissionais do sexo, que muitas vezes se sentem obrigadas a atender a esses padrões para serem aceitas.
Essas histórias ressaltam a necessidade de apoio e conscientização sobre os riscos do uso de substâncias não regulamentadas para procedimentos estéticos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para ajudar a criar um ambiente mais seguro e acolhedor para todas as pessoas, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades financeiras e sociais. Projetos que promovam a saúde e o bem-estar da comunidade LGBTQIA+ devem ser incentivados e apoiados.

Professora Dedy Ricardo promove aulas no projeto Comunica, integrando oralidade e cultura popular afro-brasileira na educação. A iniciativa visa transformar a formação de lideranças periféricas e valorizar a cultura local.

Ana Maria Gonçalves foi eleita a primeira mulher negra da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 10 de agosto de 2023, recebendo 30 dos 31 votos. Sua eleição marca um avanço na diversidade literária do Brasil.

Neste sábado (23), o Festival Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver acontece no Rio de Janeiro, reunindo importantes figuras para discutir o legado da Marcha das Mulheres Negras de 2015. O evento, gratuito e aberto ao público, visa mobilizar um milhão de pessoas em Brasília no dia 25 de novembro, propondo um novo projeto de sociedade baseado no conceito de "Bem Viver".

As Marias da Graça celebram 34 anos com a remontagem do espetáculo "Um musical de palhaças — Cada um no seu quadril", que explora o envelhecimento e a experiência feminina no palco. O grupo, formado por mulheres, busca normalizar questões de identidade e vulnerabilidades através da comicidade, promovendo um espaço de reflexão e riso. As apresentações ocorrem na Cidade das Artes até 4 de maio, com ingressos a R$ 30.

O Distrito Federal superou a média nacional no acompanhamento das condicionalidades de saúde do Bolsa Família, atingindo 82,85% entre janeiro e junho de 2025, com mais de 260,7 mil beneficiários. O coordenador Fernando Erick Damasceno elogia o empenho das equipes de saúde, que garantem acesso a cuidados essenciais e promovem a inclusão social.

Em homenagem aos 105 anos de Elizeth Cardoso, o IMS Paulista realizará apresentações gratuitas nos dias 15 e 16 de julho de 2025, celebrando sua obra com repertório especial. O espetáculo "Elizete Sobe o Morro" contará com a participação de Adriana Moreira e convidadas, além de projeções de imagens do acervo do instituto. Ingressos serão distribuídos uma hora antes do evento.