Em 2025, 64% das denúncias na SaferNet foram de abuso sexual infantil online, com um aumento de 114% em agosto, após vídeo de influenciador. O projeto "ECA Digital" foi aprovado para remoção imediata de conteúdos irregulares.

Cerca de 64% das denúncias recebidas pela SaferNet no ano de 2025 estão relacionadas ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. O novo estudo da ONG revelou mais de 49 mil queixas sobre conteúdos no Canal Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Em agosto, as denúncias aumentaram 114% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionadas por um vídeo do influenciador Felca. Ao todo, foram registradas quase 77 mil denúncias online em diversos tópicos, com a pornografia infantil sendo o tema mais reportado.
O relatório indica que, de janeiro a julho de 2025, 64% dos casos registrados estão relacionados à pornografia infantil, representando um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024. O pico nas denúncias ocorreu após o vídeo de Felca, que expôs casos de exploração infantil e adultização de crianças na internet. Entre 6 e 18 de agosto, mais de seis mil registros foram feitos, sendo que 52% deles ocorreram após a viralização do conteúdo.
Thiago Tavares, presidente da SaferNet, afirmou que o aumento nas denúncias é uma resposta direta ao vídeo do influenciador, que trouxe à tona um debate há muito tempo negligenciado na sociedade brasileira. Ele destacou que a repercussão do vídeo estimulou as pessoas a denunciarem abusos que antes eram silenciados.
O relatório também aponta que o crescimento das denúncias está ligado a dois fatores principais: o uso da inteligência artificial (IA) para a geração e manipulação de material de abuso sexual infantil e a facilidade de compartilhamento desses conteúdos em plataformas de redes sociais, especialmente no Telegram.
Em resposta ao aumento das denúncias, o projeto de lei "ECA Digital", que faz referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, foi aprovado na Câmara dos Deputados. O projeto prevê a remoção imediata de conteúdos irregulares sem necessidade de autorização judicial e estabelece multas de até R$ 50 milhões para empresas que não cumprirem as diretrizes.
Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos. Projetos que visam apoiar vítimas de abuso e promover a conscientização sobre a exploração infantil são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e segura. É essencial que todos se mobilizem em torno dessa causa, contribuindo para um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes.

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