Cultura

Bares tradicionais da Asa Norte têm alvarás de música ao vivo cassados em operação do Ibram

Bares tradicionais da Asa Norte, Baóbar e Pardim, tiveram seus alvarás para música ao vivo cassados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) devido a reincidências em poluição sonora. Artistas e frequentadores reagem com indignação, considerando a ação uma repressão cultural. O Baóbar, que promove o projeto Samba Nosso, e o Pardim, famoso por suas rodas de MPB, enfrentam restrições severas, enquanto alegam seguir normas de volume. Ambos aguardam desdobramentos legais.

Atualizado em
May 23, 2025
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Baóbar, na 411 Norte, não pode mais ter as tradicionais rodas de samba nas noites de sexta e fim da tarde de domingo - (crédito: Material cedido ao Correio)

Dois bares tradicionais da Asa Norte, Baóbar e Pardim, tiveram seus alvarás para música ao vivo cassados após fiscalização do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A operação, que também multou o quiosque Jeito Carioca, gerou indignação entre artistas e frequentadores, que percebem isso como uma repressão à cultura local.

A medida afeta diretamente o Baóbar, que abriga o projeto Samba Nosso, conhecido por suas rodas de samba e apresentações semanais. O Bar Pardim, famoso por sua programação intimista de MPB e samba, não poderá mais realizar eventos como a tradicional roda de sexta-feira com o grupo Nossa Vertente.

O Ibram informou que ambos os estabelecimentos são reincidentes em infrações relacionadas à poluição sonora. O Baóbar já recebeu sete autuações desde 2023 e enfrenta um processo judicial que proíbe apresentações musicais. A fiscalização realizada em 14 de maio resultou em nova multa e na proibição de som mecânico e música ao vivo, além da apreensão de bens, conforme a Lei Distrital nº 4.092/2008.

O Bar Pardim, por sua vez, acumula autuações desde 2018 e já havia sido advertido sobre a necessidade de adequações acústicas. A multa mais recente foi fixada em aproximadamente R$ 5 mil. Os responsáveis pelos bares contestam as medidas, alegando que são desproporcionais e que têm se esforçado para respeitar os limites legais de volume.

O Baóbar afirmou que continua tentando oferecer lazer e cultura para Brasília, enquanto o Pardim destacou que encerra suas apresentações antes das 22h e monitora os níveis sonoros. No entanto, fatores como aplausos e conversas do público podem elevar temporariamente os decibéis, dificultando o controle total do ambiente.

Enquanto aguardam desdobramentos legais, os bares permanecem impedidos de realizar eventos musicais ao vivo. Nessa situação, a união da comunidade pode ser fundamental para apoiar esses espaços culturais e garantir que continuem a promover a música e a arte na cidade.

Correio Braziliense
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