Cinemas de rua na Zona Norte do Rio de Janeiro enfrentam abandono, mas iniciativas culturais buscam revitalizá-los, como a reabertura do CineCarioca Penha e projetos de preservação histórica. A luta pela memória cultural e a reativação desses espaços é vital para a vida comunitária, refletindo a necessidade de políticas públicas efetivas e engajamento da sociedade civil.

Os cinemas de rua na Zona Norte do Rio de Janeiro, que foram centros culturais vibrantes, enfrentam um processo de decadência desde a década de mil novecentos e oitenta. Recentemente, iniciativas de revitalização cultural, como a reabertura do CineCarioca Penha, têm surgido, destacando a luta pela preservação da memória cultural local. O Cine Vaz Lobo, por exemplo, permanece como um símbolo do passado, mesmo com sua fachada art déco deteriorada e letreiro apagado.
Luiz Carlos Pereira de Souza, proprietário de uma banca de jornal ao lado do antigo cinema, recorda que o espaço era o "motor do bairro", atraindo pessoas e movimentando o comércio local. Apesar do abandono, a estrutura ainda resiste, tombada por fora, mas desativada por dentro. O professor e documentarista Luiz Claudio Lima tem se dedicado a registrar a história desses cinemas, como evidenciado em seu curta "Que cinema é esse? — Cine Vaz Lobo", que foi exibido na Mostra de Tiradentes.
Entre as décadas de mil novecentos e quarenta e mil novecentos e oitenta, a Zona Norte contava com uma variedade de cinemas, muitos com arquitetura imponente. Contudo, a ascensão da televisão e das novas formas de entretenimento levou ao fechamento de diversas salas. Muitos prédios foram transformados em outros tipos de comércio, enquanto outros, como o Cine Madureira, perderam sua identidade original, agora abrigando igrejas evangélicas.
A pesquisadora Tainá Andrade destaca que apenas vinte e quatro por cento dos equipamentos culturais da cidade estão na Zona Norte, onde reside mais de setenta por cento da população carioca. Atualmente, apenas quatro cinemas de rua permanecem ativos na região, todos adaptados a novos formatos. A reabertura do CineCarioca Penha é um exemplo de como a cultura pode ser revitalizada, com o apoio da RioFilme, que planeja estimular a ocupação cultural de espaços desativados.
O presidente da RioFilme, Leonardo Edde, ressalta a importância dos cinemas de rua na memória afetiva e na vida comunitária dos bairros. No entanto, a reativação desses espaços depende de uma articulação entre o poder público, a sociedade civil e o setor privado. Exemplos de sucesso, como as Sessões Azuis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mostram que é possível integrar esses espaços à comunidade.
A preservação dos cinemas de rua é essencial para a identidade cultural da Zona Norte. A luta por sua reativação deve ser apoiada por todos, pois esses espaços não apenas promovem a cultura, mas também revitalizam a economia local. A união da sociedade civil pode ser um passo importante para garantir que esses locais voltem a ser centros de convivência e cultura, resgatando a memória e a vitalidade dos bairros.

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília receberá a temporada "Amazônia em movimento" do Corpo de Dança do Amazonas, com apresentações de 9 a 27 de outubro. Os ingressos custarão R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). A programação inclui seis espetáculos e uma oficina de dança contemporânea com Mário Nascimento, que visa promover intercâmbio cultural e formação de público. A companhia, que celebra 26 anos, já teve sucesso em Brasília e espera repetir a experiência.

A sexta edição do Festival Agô de Música e Ancestralidade ocorrerá de 24 a 27 de abril na Caixa Cultural Brasília, destacando a cultura indígena e africana com shows e rodas de conversa. Artistas como Cátia de França e Sérgio Pererê se apresentarão, promovendo diálogos sobre a música e as tradições dos povos originários. Ingressos a partir de R$ 15 estarão disponíveis a partir de 17 de abril.

Ney Matogrosso e Sandra Sá homenagearão Cazuza em show no Circo Voador, no dia 11 de julho, com a banda Os Cajueiros. Parte da renda será destinada à Sociedade Viva Cazuza. Ingressos a partir de R$ 80.

O chef Vitor Oliveira, do Instituto de Artes Culinárias Le Cordon Bleu São Paulo, destaca a crescente demanda por pratos plant-based, evidenciada pelo esgotamento rápido de um jantar exclusivo e pela ampliação do currículo da escola. A busca por cursos vegetarianos aumentou 50% em março de 2025, levando à criação de novas formações em culinária e confeitaria.

O projeto Cinema Inflável traz sessões gratuitas de filmes ao ar livre ao Distrito Federal, com exibições em Ceilândia e Vila Telebrasília de 7 a 18 de maio. A iniciativa, promovida pela produtora D+3 e apoiada pelo Governo do Distrito Federal, inclui atividades culturais e distribuição de pipoca, atraindo até 800 pessoas por sessão.

A Flipei, Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, ocorrerá de seis a dez de agosto em São Paulo, mesmo após a proibição de ocupar a praça das Artes. O evento, que é gratuito, contará com a participação de autores renomados e debates sobre temas sociais e culturais. A mudança de local para o Galpão Elza Soares e outros espaços privados visa garantir a continuidade da programação, que inclui mesas de discussão e apresentações artísticas.