Cultura

Desabamento da Igreja de São Francisco em Salvador provoca debate sobre patrimônio cultural

- O desabamento da Igreja de São Francisco em Salvador resultou em uma tragédia. - Giulia Panchoni Righetto foi a vítima fatal, gerando luto e indignação. - A situação impulsionou um debate sobre a preservação do patrimônio cultural no Brasil. - A fiscalização será intensificada, com ações emergenciais em todo o país. - O Iphan não é o único responsável; a conservação depende de proprietários e sociedade.

Atualizado em
April 10, 2025
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Teto da Igreja de São Francisco desaba em Salvador — Foto: Defesa Civil de Salvador
O desabamento do forro da Igreja de São Francisco, em Salvador, no dia 5 de fevereiro de 2025, resultou na morte de Giulia Panchoni Righetto e levantou um debate urgente sobre a preservação do patrimônio cultural no Brasil. A tragédia gerou uma onda de solidariedade às vítimas e seus familiares, além de um clamor por ações emergenciais para evitar novos incidentes. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou a intensificação da fiscalização em todo o país, com a integração de órgãos estaduais e municipais. As ações emergenciais incluem a estabilização e limpeza da igreja, além de um tratamento adequado do espaço. O evento trouxe à tona questões fundamentais sobre a responsabilidade pela conservação do patrimônio cultural, que envolve não apenas o Iphan, mas também prefeituras, governos estaduais e a sociedade civil. O sociólogo Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que a preservação não é uma tarefa exclusiva do instituto, mas uma responsabilidade compartilhada entre proprietários e instituições. Desde a criação do Iphan em 1937, o Brasil reconheceu mais de 1.200 bens culturais, mas a complexidade do tombamento e a manutenção desses bens ainda geram confusão. O Iphan não é o "dono" dos bens tombados, mas sim um órgão que orienta e fiscaliza as intervenções necessárias para a preservação. Quando proprietários não conseguem manter seus imóveis, a legislação permite que o Estado intervenha com investimentos, como os R$ 740 milhões do Novo PAC para 144 obras. A crise atual pode ser vista como uma oportunidade para refletir sobre a política de patrimônio cultural no Brasil. Grass enfatiza a necessidade de mais investimentos, ampliação de quadros técnicos e promoção da educação patrimonial. Um pacto nacional pelo patrimônio cultural brasileiro é essencial para garantir a preservação e valorização desse legado, tornando o país um exemplo global na área.

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