A safra de morangos em Bom Princípio caiu para mil toneladas, refletindo desafios na sucessão rural e escassez de mão de obra. A cidade se prepara para a Festa Nacional do Moranguinho, que deve atrair 180 mil visitantes.

A popularidade do morango do amor consolidou Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, como um importante polo culinário. A cidade, que se destaca como a capital estadual do moranguinho, deve colher mil toneladas da fruta neste ano, conforme dados da Bom Morango (Associação de Produtores de Morango de Bom Princípio). Essa quantidade representa uma leve queda em relação às 1.100 toneladas do ano anterior, evidenciando a crise de sucessão rural enfrentada por muitos agricultores locais.
O presidente da Bom Morango, Fabio Flach, destaca que muitos produtores estão reduzindo suas lavouras devido à dificuldade de colheita. "Tem muito produtor reduzindo as lavouras aqui, porque não adianta plantar e depois não conseguir colher", afirma. A produção na cidade é majoritariamente realizada em estufas, utilizando cultivo semi-hidropônico, e a colheita é totalmente manual, o que torna a escassez de mão de obra um desafio significativo.
Flach observa que a nova geração de trabalhadores não se interessa por atividades agrícolas tradicionais. "Os jovens de hoje não querem mais sujar as mãos, eles querem um lugar com ar-condicionado", explica. A maioria dos agricultores associados à Bom Morango são aposentados que continuam a trabalhar, e a produção está nas mãos de cerca de sessenta famílias, que se surpreenderam com a demanda crescente pelo morango fora de época.
O aumento da demanda elevou os preços da fruta, que saltaram de R$ 25,00 para mais de R$ 60,00 por quilo. Flach ressalta que, apesar da alta, os agricultores não estão se beneficiando de forma abusiva. "Ninguém está produzindo muito para ficar tranquilão para o resto do ano", diz. Ele alerta que a continuidade da produção do morango de Bom Princípio está ameaçada se não houver um esforço para manter os jovens no campo.
Os agricultores ainda se recuperam dos danos causados pela enchente histórica de 2024, que afetou pelo menos 25 propriedades. Flach menciona que o aumento nos preços é um alívio para quem perdeu muito. "Fico feliz com esse aumento de preço, porque começar uma lavoura hoje em dia não é fácil", afirma. A cidade se prepara para a Festa Nacional do Moranguinho, que deve atrair 180 mil visitantes em setembro, destacando a importância cultural do morango para a região.
Gerhard Ledur, presidente da comissão organizadora da festa, acredita que a popularidade do morango do amor ainda atrairá público, mesmo com a expectativa de queda na demanda até setembro. A festa, que ocorre a cada dois anos, promete reconectar os moradores com a produção local. Em tempos de desafios, a união da comunidade pode ser fundamental para revitalizar a agricultura familiar e garantir um futuro sustentável para a produção de morangos.

Danni Suzuki é nomeada Apoiadora de Alto Perfil da ACNUR e produz documentário sobre crianças refugiadas, enquanto continua sua carreira na TV e no cinema.

A insuficiência cardíaca (IC) é uma condição grave e crescente no Brasil, responsável por mais de 200 mil internações anuais e 30 mil mortes diretas. Apesar de ser evitável em mais de 70% dos casos, carece de atenção nas políticas públicas. É crucial implementar ações de prevenção e garantir acesso a tratamentos modernos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os custos ao sistema de saúde.

A RNP lançou uma chamada pública de R$ 15 milhões para projetos de P&D em Saúde Digital, visando criar clusters de colaboração entre instituições de ensino. As propostas devem ser enviadas até 31 de julho.

A 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão inicia neste sábado, com 84 apresentações gratuitas até 3 de agosto, apesar das restrições orçamentárias. O evento oferece bolsas entre R$ 4.700 e R$ 6.500, promovendo oportunidades para músicos em formação.

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade um projeto que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte, garantindo deduções fiscais para patrocínios e doações a projetos esportivos e paradesportivos. O texto, que agora segue para o Senado, estabelece limites para os incentivos fiscais, permitindo deduções de até 3% do Imposto de Renda para pessoas jurídicas e 7% para pessoas físicas. Desde sua criação em 2006, a lei já captou R$ 6,3 bilhões para o esporte, com R$ 1 bilhão apenas no último ano.
A Secretaria de Desenvolvimento Social do DF ampliou o Programa Cartão Prato Cheio, incluindo 4.252 novas famílias. A entrega dos cartões inicia em 28 de abril, com crédito mensal de R$ 250.