O XV Fórum Nacional de Ensino Médico, realizado em Brasília, resultou na Carta de Brasília, que propõe um Exame Nacional de Proficiência Médica e defende a residência como essencial para a formação médica. O evento, que reuniu especialistas e representantes de instituições, destacou a necessidade de critérios rigorosos para a abertura de cursos e a importância da pesquisa na formação. A carta busca garantir padrões de excelência e combater a expansão desordenada de vagas, visando uma medicina de qualidade no Brasil.

O Brasil enfrenta um momento crucial na formação médica, conforme destacou o coordenador da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina, Alcindo Cerci Neto, durante a abertura do XV Fórum Nacional de Ensino Médico, realizado em Brasília nos dias trinta e um de julho e primeiro de agosto. O evento reuniu representantes de instituições de ensino, sociedades científicas e órgãos reguladores para discutir soluções urgentes para a formação médica, enfatizando a necessidade de uma educação de qualidade.
Atualmente, o Brasil possui mais de trezentos e noventa cursos de medicina, um número superior ao de países como Estados Unidos e China. No entanto, essa expansão não se reflete em melhorias nos indicadores de saúde. Alcindo alertou que, apesar do aumento no número de médicos, a qualidade do atendimento não tem acompanhado esse crescimento, defendendo critérios rigorosos para a abertura de novos cursos e a supervisão qualificada das instituições.
A professora Lydia Masako Ferreira, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, enfatizou a importância da pesquisa na formação médica, afirmando que "ensinar sem pesquisa é ensinar a repetir". Ela argumentou que a pesquisa é fundamental para a construção do conhecimento e para a prestação de serviços de saúde adequados à comunidade. A professora Eliana Martorano Amaral, da Universidade Estadual de Campinas, complementou que competências como empatia e comunicação são essenciais para um atendimento humanizado e devem ser apoiadas pelas instituições de ensino.
O conselheiro federal do CFM, Eduardo Jorge da Fonseca Lima, destacou a necessidade de alinhar a teoria à prática, especialmente na atenção primária à saúde. Ele defendeu que a formação médica deve priorizar a capacitação para atuar em áreas críticas, como saúde materno-infantil. O professor Renato Soleiman Franco, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, ressaltou a simulação realística como uma ferramenta eficaz para preparar os estudantes para situações reais de atendimento.
O secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica, Rodrigo Cariri Charlerge de Almeida, propôs a criação de um sistema robusto de avaliação para garantir a qualidade da residência médica. Ele alertou que a expansão desordenada de vagas, especialmente no setor privado, pode comprometer a formação dos médicos. A Dra. Rosana Leite Melo, da Comissão de Ensino Médico do CFM, reforçou que a residência deve ser uma etapa de especialização significativa, e não apenas um rito burocrático.
Ao final do Fórum, foi aprovada a Carta de Brasília, que estabelece diretrizes para a formação médica no país. Entre os principais pontos, destaca-se a exigência de um Exame Nacional de Proficiência Médica e a defesa da residência como etapa essencial de especialização. Essa iniciativa representa um chamado à ação por uma medicina de excelência, centrada no paciente e na ciência. A união da sociedade civil pode ser fundamental para garantir que essas diretrizes sejam implementadas e que a formação médica no Brasil atenda aos padrões necessários.

Inscrições abertas para mais de 48 mil vagas em cursos gratuitos com certificação Google. O Programa Universitário do Bem (ProBem), da OVG e Goiás Social, oferece formação profissional em áreas de alta demanda, como TI e Marketing Digital. Os cursos são online e gratuitos, com foco na inclusão digital e empregabilidade.

Brasil carece de educação técnica para enfrentar a economia digital, alerta Tatiana Ribeiro. Relatório do Movimento Brasil Competitivo propõe ações urgentes para melhorar a formação profissional e reduzir custos.

A adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras saltou de 12% em 2024 para 25% em 2025, segundo a Bain & Company. EXAME e Saint Paul oferecem um curso acessível em IA por R$ 37, com foco em otimizar o aprendizado.

O MEC abriu o prazo para isenção da taxa do Enem 2025 até 25 de abril. Estudantes de escolas públicas e com renda baixa podem solicitar. Resultados serão divulgados em 12 de maio.

A plataforma Eu Capacito oferece curso gratuito sobre Inteligência Artificial. O curso, com início em cinco de maio, visa capacitar profissionais para o futuro digital, abordando temas essenciais da IA.

MEC e Ministério da Saúde anunciam mudanças na avaliação dos cursos de Medicina, com a criação do Enamed e novas Diretrizes Curriculares, visando melhorar a qualidade da formação médica no Brasil. A partir de 2025, o Enamed será aplicado anualmente, com foco na prática na atenção primária e supervisão rigorosa das instituições.