A Secretaria de Educação de São Paulo implementa um projeto-piloto com inteligência artificial para corrigir deveres de casa de alunos do 8º ano e 1º ano do ensino médio, visando melhorar o desempenho em questões dissertativas. O secretário Renato Feder, que anteriormente defendeu a substituição de livros impressos por digitais, agora reconhece a importância de uma abordagem mais realista. A IA já corrige cerca de cinco milhões de questões mensais, oferecendo feedback interativo e suporte aos alunos.

A Secretaria de Educação de São Paulo está implementando um projeto-piloto que utiliza inteligência artificial (IA) para corrigir deveres de casa de alunos do 8º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio. O objetivo é oferecer interatividade e feedback nas disciplinas de português, matemática, ciências, química, física, geografia e história. Embora apenas 5% das tarefas estejam sendo submetidas à IA, isso representa cerca de cinco milhões de questões dissertativas mensais.
O secretário de Educação, Renato Feder, reconheceu que a proposta anterior de substituir livros impressos por digitais foi um erro, considerando as dificuldades de acesso a dispositivos eletrônicos entre os alunos da rede pública. O novo projeto de IA busca uma abordagem mais realista, permitindo que os estudantes utilizem a plataforma TarefaSP para realizar suas lições de casa.
Atualmente, o sistema de IA corrige questões dissertativas que não têm valor de nota, proporcionando comentários sobre as respostas dos alunos. A IA destaca os acertos e aponta áreas que precisam de melhoria. Caso o aluno não compreenda onde errou, a escola é notificada para que um professor possa oferecer assistência. Essa estratégia visa aumentar a quantidade de questões dissertativas, desenvolvendo habilidades que têm sido mal avaliadas em testes internacionais.
Feder afirma que a utilização da IA possibilitou a ampliação das questões dissertativas sem sobrecarregar os professores. Há indícios de que o rendimento dos alunos tem melhorado. Um exemplo é o sistema Letrus, utilizado na rede estadual do Espírito Santo, que corrige redações com base nos parâmetros do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e contribuiu para o aumento das notas do estado no exame.
Uma pesquisa da consultoria McKinsey revelou que, no ano 2000, entre 20% e 40% da carga horária dos professores era dedicada a atividades que poderiam ser automatizadas. O uso eficaz da tecnologia poderia reduzir esse tempo, permitindo que os docentes se concentrem mais na melhoria das aulas e no desenvolvimento profissional. Com a IA, o potencial de transformação na educação se torna ainda mais significativo.
Relatos de experiências bem-sucedidas, como um aplicativo que corrige textos manuscritos em áreas com acesso limitado à internet, mostram que a tecnologia pode ser uma aliada na educação. A correção de provas por IA em São Paulo é apenas o início de uma mudança que pode impactar positivamente a realidade das escolas brasileiras. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar a educação e proporcionar melhores oportunidades para todos.

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