Meio Ambiente

Brasil será sede da terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica em 2027, no Rio de Janeiro

O Brasil será o anfitrião da terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável em 2027, no Rio de Janeiro, destacando seu papel em sustentabilidade marinha. O evento, que reunirá diversos atores, visa avaliar os avanços da Década e fortalecer o compromisso global com os oceanos.

Atualizado em
June 27, 2025
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Fundo do oceano — Foto: Reprodução

O Brasil foi escolhido para sediar a terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, programada para 2027, no Rio de Janeiro. O anúncio ocorreu durante uma reunião da comissão oceanográfica da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a conferência será uma oportunidade para avaliar os avanços na implementação da Década e fortalecer o compromisso global com o uso sustentável dos oceanos.

A nota divulgada pelo Itamaraty destaca que a decisão reflete o protagonismo do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à sustentabilidade marinha e à ciência oceânica. A Década da Ciência Oceânica foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017 e está em implementação entre 2021 e 2030, com conferências globais a cada três anos. A primeira edição ocorreu em 2021, organizada pela Alemanha, e a segunda será em 2024, pela Espanha.

O Brasil se destacou ao ser o primeiro país a estabelecer um comitê nacional para a Década, liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O comitê tem como objetivo coordenar ações e contribuições nacionais à iniciativa, demonstrando o compromisso do país com a produção de conhecimento científico sobre os oceanos e a formulação de políticas públicas sustentáveis para o ambiente marinho.

O evento reunirá representantes de governos, da comunidade científica, da sociedade civil, de povos indígenas e de comunidades costeiras, além de outros atores envolvidos na temática oceânica. Essa diversidade de participantes é fundamental para promover um diálogo construtivo e a troca de experiências sobre a gestão sustentável dos oceanos.

Com a realização da conferência no Brasil, espera-se que o país possa compartilhar suas experiências e desafios na conservação marinha, além de contribuir para o fortalecimento das redes de colaboração internacional. A mobilização em torno da conferência pode gerar novas oportunidades para projetos e iniciativas que visem a proteção dos oceanos e a promoção da ciência oceânica.

Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser essencial para apoiar projetos que busquem soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios enfrentados pelos oceanos. A participação ativa de todos é fundamental para garantir um futuro mais sustentável e equilibrado para os nossos mares.

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