A Câmara dos Deputados aprovou o acordo para a COP30 em Belém, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, com infraestrutura garantida para participantes e um investimento de $ 7,2 milhões. O Senado ainda precisa validar o texto.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 19 de setembro, o acordo entre o Brasil e o secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) para oficializar a realização da COP30 em Belém, no Pará. A conferência ocorrerá de 10 a 21 de novembro e o documento ainda precisa da aprovação do Senado Federal. O acordo estabelece a infraestrutura necessária para o evento, garantindo condições adequadas para todos os participantes, incluindo representantes da ONU e observadores.
O texto, originado de uma mensagem do Poder Executivo, foi transformado em Projeto de Decreto Legislativo. A relatora, deputada Dilvanda Faro (PT-PA), enfatizou que o acordo cria um marco jurídico e operacional essencial para a conferência, destacando a importância do evento para a diplomacia e a agenda ambiental do Brasil. Segundo Faro, a COP30 posiciona o país como protagonista em negociações multilaterais e amplia a visibilidade da Amazônia.
O acordo prevê a disponibilização de espaços para reuniões, incluindo áreas específicas para povos indígenas e quilombolas, além de garantir transporte, atendimento médico de emergência, alimentação, internet e segurança. O Brasil deverá depositar $ 7,2 milhões (cerca de R$ 38,8 milhões) para cobrir custos adicionais relacionados à realização da conferência.
Em relação à hospedagem, o governo anfitrião deve assegurar acomodações adequadas e acessíveis a preços razoáveis, evitando custos excessivos. O texto menciona a reserva de 605 quartos para o secretariado da convenção e outros oficiais, além de 173 quartos adicionais a serem pagos pelo secretariado a uma entidade designada pelo governo.
Atualmente, a região metropolitana de Belém possui cerca de 24 mil leitos disponíveis, enquanto a expectativa é de receber até 50 mil pessoas durante o evento. Para aumentar a capacidade, o governo contratou dois navios de cruzeiro, que oferecerão 3,9 mil cabines, totalizando até 6 mil leitos, ancorados a aproximadamente 20 quilômetros do local da conferência.
Essa conferência representa uma oportunidade única para o Brasil, que pode se beneficiar de um maior reconhecimento internacional em questões ambientais. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a preservação da Amazônia, contribuindo para um futuro mais equilibrado e justo.

Estudos revelam que a Amazônia enfrenta estresse hídrico crescente, com 63% da floresta afetada em 2015, impactando a ciclagem da água e a capacidade de estocar carbono, alertam pesquisadores do Cemaden e Inpe.

Oficinas da Defesa Civil Nacional encerram capacitação em Campo Grande e Palmas, preparando estados da Amazônia Legal e Pantanal para enfrentar crises de estiagem e suas consequências. Ações visam integrar esforços com a União para minimizar impactos.

Evento em Petrolina discute o legado socioambiental do Projeto de Integração do Rio São Francisco, destacando avanços na gestão ambiental e o impacto positivo em 12 milhões de pessoas em 390 municípios. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reúne especialistas para debater ações de conservação e desenvolvimento sustentável.

Um estudo da Vrije Universiteit Brussel aponta que quase 40% das geleiras do mundo podem derreter, com perdas de até 75% se as temperaturas globais atingirem 2,7°C. A preservação do gelo glacial depende de ações para limitar o aquecimento a 1,5°C.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou o Projeto de Lei Geral do Licenciamento Ambiental, alertando para retrocessos e a necessidade de fortalecer o Ibama. A proposta, que tramita há mais de 20 anos, pode gerar uma "guerra da 'licencidade' ambiental".

Vazamento de óleo BPF no rio Ribeira de Iguape, causado por vandalismo em indústria desativada, gera alerta em cidades de SP e PR. Órgãos ambientais monitoram a situação e orientam população a evitar contato com a água.