Em 2025, o Enem reintroduziu a certificação do ensino médio, atraindo 81 mil inscritos sem diploma, um aumento de 200% em relação ao ano anterior. O exame ocorrerá em novembro, com 4,8 milhões de participantes.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 reintroduziu a certificação do ensino médio, atraindo um número significativo de candidatos com mais de dezoito anos que não completaram a educação básica. O Ministério da Educação (MEC) registrou um aumento de mais de 200% no número de inscritos sem diploma, totalizando mais de oitenta e um mil. Em 2024, esse número era de apenas vinte e quatro mil. O exame ocorrerá em novembro, com a participação de quatro milhões e oitocentos mil candidatos.
Jefferson Perez, um dos inscritos, expressou seu desejo de obter um diploma e ingressar em cursos de Administração ou Psicologia. Ele, que parou de estudar aos quinze anos para trabalhar na Venezuela, migrou para o Brasil aos dezoito e agora se dedica a um curso online para se preparar para o exame. "O currículo é um pouco diferente do que na Venezuela, mas o importante é aprender", afirmou.
Além dos mais de oitenta e um mil inscritos sem diploma, um total de noventa e oito mil pessoas indicaram ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que estão se inscrevendo para obter a certificação. Esse número inclui estudantes com mais de dezoito anos que estão no segundo ano do ensino médio, como os da educação de jovens e adultos, além de aqueles que não estão matriculados em escolas.
Embora o número atual de inscritos seja inferior ao registrado em 2016, quando um milhão de pessoas buscaram a certificação, a prova deste ano apresenta um aumento no total de participantes, que chegou a quatro milhões e oitocentos mil, um crescimento de onze por cento em relação a 2024. O número de candidatos que estão finalizando o ensino médio também cresceu, passando de um milhão e seiscentos mil para um milhão e oitocentos mil.
O retorno da certificação pelo Enem levanta questões sobre a eficácia de uma única prova para dois objetivos distintos: a seleção para o ensino superior e a certificação de educação básica. Luís Felipe Soares Serrão, autor de uma dissertação sobre o tema, observa que a dificuldade crescente da prova pode dificultar a obtenção do diploma para muitos candidatos. Em 2016, apenas sete vírgula sete por cento dos inscritos conseguiram a certificação.
O Enem 2025 será realizado nos dias nove e dezesseis de novembro. A participação de candidatos que buscam a certificação é um reflexo da necessidade de oportunidades educacionais. Projetos que visam apoiar a educação e a inclusão social são essenciais para garantir que mais pessoas, como Jefferson, possam realizar seus sonhos e contribuir para a sociedade. Nossa união pode fazer a diferença na vida de muitos que buscam uma segunda chance na educação.

Estão abertas as inscrições para o Vestibular 2026 da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com prazos até 22 de setembro de 2025 e bolsas de estudo de até 100% disponíveis. Os cursos abrangem diversas áreas da saúde e as provas ocorrerão em outubro.

A Secretaria da Mulher (SMDF) capacitou cem diretores de escolas em Samambaia sobre prevenção da violência de gênero. O evento reforçou o papel das escolas no acolhimento de vítimas.

Bonnie Hammer, ex-vice-presidente da NBCUniversal, enfatiza que jovens devem criar suas próprias oportunidades no mercado de trabalho. O Na Prática, com apoio do BTG Pactual, oferece curso gratuito para desenvolver líderes.

Trinta por cento dos adultos brasileiros são analfabetos funcionais, mesmo com aumento na escolaridade. Dados do Inaf revelam estagnação preocupante, similar à observada em países da OCDE.

O Brasil permanece com uma taxa de 29% de analfabetismo funcional em 2024, sem avanços desde 2018, destacando a necessidade de ações para adultos acima de 40 anos, segundo estudo da Ação Educativa.

O governo Lula anunciou uma recomposição de R$ 400 milhões para o orçamento das universidades federais, mas o total de R$ 6,97 bilhões ainda é insuficiente para atender às necessidades das instituições. Apesar da normalização dos repasses, as universidades enfrentam obras paradas e cortes em serviços essenciais, com a Andifes reivindicando R$ 1,3 bilhão a mais. A UFRJ, por exemplo, continua em crise com atrasos em pagamentos e redução de serviços.