Dez categorias profissionais da Saúde buscam que cursos como Nutrição e Fisioterapia sejam exclusivamente presenciais, alegando riscos à formação e à segurança da saúde. O Conselho Nacional de Educação deve revisar as Diretrizes Nacionais Curriculares, com expectativa de mudanças em até dois anos.

Dez categorias profissionais da Saúde estão se mobilizando para exigir que cursos como Nutrição, Fisioterapia, Farmácia e Biomedicina sejam oferecidos apenas na modalidade presencial. Essa articulação surge após o Ministério da Educação (MEC) anunciar novas regras para o ensino à distância (EAD), que restringem a modalidade a apenas quatro cursos da Saúde, incluindo Medicina e Enfermagem, que devem ser totalmente presenciais.
O novo regulamento do MEC permite que outros cursos da Saúde tenham até 40% de aulas presenciais, com o restante dividido entre aulas on-line ao vivo e EAD. No entanto, os conselhos profissionais dessas áreas consideram essa carga horária insuficiente para garantir a qualidade da formação e a segurança da saúde. O Conselho Federal de Nutrição, por exemplo, destaca que a formação à distância pode comprometer a assistência à saúde e a segurança alimentar.
Os conselhos profissionais estão focados nas discussões do Conselho Nacional de Educação (CNE) para reformular as Diretrizes Nacionais Curriculares (DCNs) de todos os cursos. Essas diretrizes orientam os currículos e podem exigir uma carga horária presencial maior do que a estabelecida pelo MEC. O conselheiro Celso Niskier, que lidera a comissão responsável, afirmou que as consultas públicas serão abertas para ouvir as propostas das categorias.
O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), que representa 14 categorias, já publicou uma nota em defesa da modalidade presencial para todos os cursos que representa. Essa lista inclui oito cursos da Saúde e outros dois de áreas afins, totalizando mais de 1,4 milhão de estudantes, dos quais 46% estão na modalidade à distância.
Os conselhos alegam que a nova regulamentação do MEC fere o princípio da equidade entre as profissões da Saúde, que exigem habilidades práticas e estágios. Essa é a segunda tentativa do grupo de endurecer as regras do EAD, após uma primeira tentativa que não obteve sucesso. Caso a decisão do MEC não seja revista, as categorias consideram a possibilidade de judicializar a questão.
Nessa situação, a união das categorias pode ser fundamental para garantir uma formação de qualidade para os profissionais da Saúde. Projetos que visem apoiar essa causa podem fazer a diferença, promovendo um debate mais amplo sobre a importância da formação presencial e a segurança da saúde da população.

Termina hoje, 18 de julho, o prazo para inscrições no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do 2º semestre de 2025, com mais de 112 mil vagas disponíveis. A nova modalidade Fies Social oferece condições especiais para alunos de baixa renda.

O relator do Sistema Nacional de Educação, Rafael Brito, propõe retirar detalhes do Custo Aluno-Qualidade do texto, permitindo que um novo colegiado defina sua execução e cálculo, visando agilidade na tramitação.

Estudo revela que alunos brasileiros em escolas com mais de 80% de professores em tempo integral têm um ganho de dez pontos em matemática, destacando a necessidade de políticas que equilibrem a carga horária dos docentes.

Um novo decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece regras rigorosas para o ensino à distância no Brasil, restringindo cursos como Medicina e Direito e exigindo estrutura mínima para polos de apoio. As mudanças visam garantir a qualidade da formação, após um aumento significativo de matrículas, que saltou de 1,7 milhão para 4,9 milhões nos últimos anos.

Cerca de 30% da população brasileira entre 15 e 64 anos enfrenta dificuldades em leitura e matemática, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é vista como uma solução, mas enfrenta desafios estruturais, como a falta de oferta em municípios e a necessidade de um currículo mais flexível.

Resultados do Enade 2023 mostram que 27,3% dos cursos de medicina em faculdades particulares têm notas baixas, enquanto nas públicas o índice é de apenas 6%. O MEC planeja regular o ensino superior.