A CineOP celebrou 20 anos com uma nova mostra competitiva de filmes contemporâneos baseados em arquivos, destacando "Paraíso", de Ana Rieper, como vencedora. O festival promoveu a preservação do cinema brasileiro e anunciou um curso de cinema focado em restauro na Universidade Federal de Ouro Preto.

A CineOP, festival de cinema em Ouro Preto, celebrou seus 20 anos com importantes conquistas, incluindo a formação de uma rede que conecta cinematecas e arquivos audiovisuais. O evento, que se encerrou nesta segunda-feira, 30 de junho, também contou com a presença de renomados cineastas brasileiros e conferências de profissionais da Cinemateca Portuguesa e do Festival de Cannes. A principal novidade foi a criação de uma mostra competitiva de filmes contemporâneos baseados em arquivos, destacando a importância da preservação e utilização desse material.
Na mostra, cinco filmes foram apresentados, sendo apenas um de um diretor consagrado, Jorge Bodanzky, que foi retratado no documentário "Um Olhar Inquieto". Este filme oferece um panorama da obra do diretor, utilizando seu vasto acervo. "Itatira", de André Luís Garcia, aborda a repercussão da morte de um aluno em uma escola no sertão cearense, explorando a capacidade do cineasta de criar atmosferas com um arquivo limitado.
Outro destaque foi "Meu Pai e Eu", de Thiago Moulin, que narra a descoberta de escritos e fotos deixados pelo pai após sua morte. O filme investiga a identidade do pai e, de forma mais ampla, a complexidade da condição humana, embora com um tom mais modesto e melodramático. "Os Ruminantes", que revisita um projeto inacabado de Luiz Sergio Person, se destaca pela presença de sua filha, Marina Person, e do coroteirista Jean-Claude Bernardet, que ajudam a contextualizar a obra e os desafios enfrentados durante a ditadura.
O filme vencedor, "Paraíso", de Ana Rieper, se destaca por sua abordagem ensaística, investigando a desigualdade racial na história brasileira. O filme inicia com uma comparação impactante entre eventos sociais e o tratamento de jovens negros no Rio de Janeiro, mas, ao longo do tempo, se torna mais crítico em relação à história do país, utilizando imagens de escravidão e publicidade. Apesar de momentos brilhantes, a obra poderia ter explorado mais a riqueza dos arquivos disponíveis.
Além das mostras, o festival também promoveu a exibição de clássicos do cinema brasileiro, como "A Mulher de Todos", de Rogério Sganzerla, e "Os Homens que Eu Tive", de Tereza Trautman. A Universidade Federal de Ouro Preto anunciou a abertura de um curso de cinema focado em restauro, reforçando a importância da preservação do patrimônio audiovisual.
Essas iniciativas são fundamentais para o fortalecimento da cultura cinematográfica no Brasil. Projetos como esses devem ser apoiados pela sociedade civil, pois a preservação e a promoção do cinema brasileiro são essenciais para a construção de uma identidade cultural rica e diversificada.

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