Educação

Cogna se reinventa e recupera resultados após desafios da pandemia e inovações em educação a distância

Roberto Valério, CEO da Cogna, destaca a recuperação da empresa com receita líquida de R$ 6,4 bilhões e lucro de R$ 880 milhões em 2024, após enfrentar desafios da pandemia e investir em tecnologia educacional.

Atualizado em
June 27, 2025
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“O uso de IA permite oferecer uma educação personalizada de qualidade. A ferramenta digital identifica o que o aluno precisa e como prefere estudar” (./Divulgação)

Roberto Valério, filho de um engenheiro e uma professora, iniciou sua trajetória profissional na Unilever, mas encontrou seu verdadeiro chamado na educação. Desde 2022, ele ocupa a posição de CEO da Cogna, o maior grupo de serviços educacionais do Brasil. Em 2024, a empresa reportou uma receita líquida de R$ 6,4 bilhões e um lucro de R$ 880 milhões, superando os desafios impostos pela pandemia e investindo em tecnologia e inteligência artificial para personalizar a educação.

Durante a pandemia, a Cogna enfrentou dificuldades significativas, queimando R$ 200 milhões de caixa em 2020. A alavancagem da empresa chegou a 3,3 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Para reverter a situação, Valério foi encarregado de reestruturar a Kroton, a maior unidade do grupo, que contava com 1,2 milhão de alunos na graduação. A empresa teve que fechar 35% das unidades e demitir funcionários para evitar perdas financeiras.

Apesar da redução na receita, a geração de caixa começou a se recuperar. O Ebitda, que era de R$ 640 milhões em 2020, alcançou R$ 2,2 bilhões no ano passado, com a alavancagem caindo para 1,2. A estratégia de Valério focou em um modelo "asset light", priorizando a educação digital e serviços educacionais, além de parcerias com instituições e infoprodutores.

Atualmente, a Cogna investe fortemente em inovação, especialmente em inteligência artificial, com o objetivo de aprimorar a aprendizagem adaptativa. O sistema identifica as áreas em que os alunos têm mais dificuldade e oferece conteúdos personalizados, permitindo que cada estudante aprenda no seu próprio ritmo. Essa abordagem não se limita apenas ao ensino superior, mas abrange também a educação básica e cursos livres.

Além disso, a empresa desenvolveu uma base de conhecimento robusta, utilizando 100 anos de conteúdo da Saraiva e 75 anos do Anglo. A tecnologia é aplicada para criar materiais didáticos e auxiliar professores na elaboração de planos de aula. Valério destaca que a Cogna também colabora com grandes empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, para enriquecer sua oferta educacional.

Com a nova regulação do ensino a distância, a Cogna se adapta a um cenário em que a educação presencial é a norma para cursos como enfermagem. A mudança é vista como uma oportunidade para melhorar a qualidade do ensino. A empresa, que atende principalmente alunos das classes B e C, busca constantemente reduzir a evasão, que caiu para 17% nos últimos quatro anos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a educação e ajudem a transformar a realidade de muitos estudantes.

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