Em 2025, o Enem retoma a certificação do ensino médio, atraindo 81 mil candidatos com mais de 18 anos sem diploma, um aumento de 200% em relação a 2024. O exame ocorrerá em novembro.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 reintroduziu a certificação do ensino médio, resultando em um aumento significativo de candidatos com mais de 18 anos sem diploma. O Ministério da Educação (MEC) registrou um crescimento de mais de 200% neste grupo, totalizando 81 mil inscritos, em comparação com 24 mil em 2024. O exame ocorrerá em novembro, nos dias 9 e 16.
Para obter o diploma, os candidatos devem alcançar pelo menos 450 pontos em cada uma das quatro provas objetivas e 500 na Redação. Jefferson Perez, de 24 anos, é um exemplo desse novo público. Ele parou de estudar aos 15 anos para trabalhar na Venezuela e, ao migrar para o Brasil, decidiu retomar os estudos com o objetivo de ingressar em uma faculdade.
Além dos 81 mil candidatos sem diploma, um total de 98 mil pessoas se inscreveram no Enem com a intenção de obter a certificação do ensino médio. Isso inclui alunos com mais de 18 anos que estão no 2º ano do ensino médio, como os da educação de jovens e adultos. Apesar do aumento, esse número é inferior ao registrado em 2016, quando um milhão de pessoas tentaram a certificação.
Naquela época, o Enem já oferecia a possibilidade de certificação há sete anos consecutivos, atraindo um número crescente de interessados. A mudança de responsabilidade para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) em 2016 foi criticada por alguns especialistas, que argumentam que a aplicação do Enem para dois propósitos distintos pode ser desnecessária e onerosa para os candidatos.
Luís Felipe Soares Serrão, especialista em educação, aponta que a dificuldade da prova aumentou ao longo dos anos, tornando mais difícil para os candidatos que buscam apenas a certificação atingirem a pontuação mínima. Em 2016, apenas 7,7% dos inscritos conseguiram o diploma, um número bem abaixo do que foi registrado em anos anteriores.
O Enem 2025 também viu um crescimento no número total de inscritos, que chegou a 4,8 milhões, um aumento de 11% em relação a 2024. O número de participantes que estão concluindo o ensino médio também cresceu, passando de 1,6 milhão para 1,8 milhão. Em tempos de desafios educacionais, iniciativas que apoiem a educação e a inclusão social são fundamentais para garantir que todos tenham acesso a oportunidades de aprendizado e desenvolvimento.

A prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos EUA é de 1 em 36 crianças. Dados de 2010 indicam que cerca de 1% da população brasileira está no espectro. O diagnóstico e tratamento devem ser multidisciplinares, respeitando a individualidade.

A ABNT e o SENAI firmaram um acordo para oferecer cursos técnicos no portal Futuro.Digital, visando atender à indústria 4.0 e ampliar o acesso à educação técnica no Brasil. A parceria promete fortalecer a capacitação e a inovação no setor produtivo.

A Faculdade Anhanguera promoverá um concurso de bolsas de estudo com descontos de até 100% entre 12 e 14 de junho, visando aumentar o acesso ao ensino superior no Brasil. A iniciativa, que inclui um teste vocacional, busca transformar vidas por meio da educação, em um cenário onde apenas um em cada quatro jovens ingressa na faculdade.

A Microsoft e a Nova Escola lançaram o curso gratuito "Professores do Futuro", que capacitará dez mil educadores no uso ético da Inteligência Artificial na educação, impactando sessenta mil alunos. O curso inclui dez planos de aula alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e recursos da Microsoft, promovendo a integração da IA no ensino fundamental.

Censo Escolar 2024 revela queda de 220 mil matrículas no ensino fundamental, evidenciando a urgência de políticas como o programa Escola das Adolescências para reverter a evasão escolar.

O comitê consultivo do Ministério da Educação (MEC) apresentou um relatório que propõe melhorias nas avaliações de alfabetização no Brasil, visando maior transparência e integração. A discrepância entre os índices de alfabetização, que variam de 49% a 56%, levanta questões sobre a confiabilidade dos dados. As recomendações incluem a padronização dos instrumentos de avaliação e a divulgação de diretrizes claras, reforçando o compromisso do governo com a alfabetização de crianças.