Na última edição da Flip, Conceição Evaristo destacou a escrita como um espaço de libertação para mulheres negras, abordando as marcas do racismo em sua trajetória. A escritora enfatizou a invisibilidade e a suspeição que seu corpo enfrenta na sociedade.

Conceição Evaristo, uma das vozes mais proeminentes da literatura brasileira contemporânea, participou da última edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em um debate na casa Caixa de Histórias, no dia primeiro de agosto. Durante a conversa, a escritora abordou as profundas marcas do racismo em sua trajetória, destacando a importância da escrita como um espaço de libertação e afirmação para mulheres negras.
A escritora enfatizou que "a escrita é o lugar onde nós, mulheres negras, temos mais liberdade de colocar nosso corpo". Evaristo ressaltou que, em uma sociedade que frequentemente julga e marginaliza, o corpo da mulher negra é visto como "sempre suspeito". Ela compartilhou experiências cotidianas que ilustram essa realidade, como a forma como as pessoas a olham em supermercados e lojas, refletindo um preconceito enraizado.
Além disso, Evaristo mencionou a invisibilidade que muitas vezes acompanha esse corpo que é considerado uma ameaça. "Você chega em determinado lugar, até que as pessoas percebam que está ali", afirmou, destacando a luta constante por reconhecimento e espaço. A escrita, segundo ela, se torna uma ferramenta poderosa para desafiar essa invisibilidade e afirmar a presença e a identidade das mulheres negras.
Durante o debate, a escritora também fez referência à sua mãe, que, em um gesto simbólico, "desenhava o sol no chão". Essa imagem representa um ensaio poético e um movimento de resistência, onde a escrita é vivida e testemunhada pelas gerações seguintes. Evaristo enfatizou que essa prática de escrita é uma forma de resistência e de construção de identidade.
A participação de Conceição Evaristo na Flip é um lembrete da importância de dar voz a narrativas frequentemente silenciadas. Sua presença e suas palavras inspiram não apenas a reflexão, mas também a ação em prol da igualdade e do reconhecimento das experiências das mulheres negras na literatura e na sociedade.
Neste contexto, iniciativas que promovem a visibilidade e o apoio a projetos culturais e sociais são fundamentais. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na promoção de espaços que valorizem a diversidade e a inclusão, ajudando a transformar a realidade de muitas mulheres que ainda enfrentam desafios significativos.

Museu Nacional reabre parcialmente após incêndio devastador em 2018, permitindo visitas a três salões recuperados, incluindo o esqueleto de um cachalote. A reabertura total está prevista para 2027-2028.

Ministério de Minas e Energia propõe aumento de descontos na conta de luz para famílias de baixa renda, com impacto de R$ 4,45 bilhões. A proposta visa beneficiar famílias com renda de até meio salário mínimo, mas acarretará um aumento imediato de 1,4% nas tarifas. A compensação será gradual, com medidas que podem reduzir o impacto financeiro.

O Programa Mais Médicos alcançou um recorde de 45.792 inscrições, com 93% de médicos brasileiros. A próxima fase prioriza profissionais registrados no Brasil para atuar em áreas vulneráveis.

Estudante de 15 anos do Colégio Presbiteriano Mackenzie foi encontrada desmaiada após sofrer bullying e racismo. A escola investiga o caso e cobre custos de internação. A adolescente, que estava internada após uma tentativa de suicídio, enfrentou ofensas racistas por mais de um ano. A família registrou boletim de ocorrência e busca justiça.

O governo do Distrito Federal, liderado por Ibaneis Rocha, investirá R$ 1 bilhão semestralmente em infraestrutura, incluindo a construção de sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a realocação de camelôs da rodoviária.

A Praça dos Três Poderes foi o cenário da celebração do Dia Mundial da Diversidade Cultural, com música, oficinas e debates, promovendo intercâmbio cultural e inclusão. O evento, organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e o Supremo Tribunal Federal (STF), destacou artistas como Maria Gadú e Diogo Nogueira, além de stands de embaixadas. A programação envolveu alunos da rede pública e enfatizou a importância da diversidade cultural para a democracia.