Emergências

Corpo de Bombeiros reforça segurança aquática no Lago Paranoá após aumento de afogamentos

O Lago Paranoá, em Brasília, enfrenta um aumento alarmante de afogamentos, levando o Corpo de Bombeiros a intensificar a segurança aquática com novos postos de guarda-vidas e treinamentos. A medida visa proteger banhistas e reduzir riscos, especialmente em áreas movimentadas como a Ponte JK.

Atualizado em
May 1, 2025
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Luiz Gustavo pede por melhorias na segurança do Paranoá - (crédito: Davi Cruz/CB/DA Press)

O Lago Paranoá, em Brasília, tem registrado um aumento alarmante no número de afogamentos, levando o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) a intensificar a segurança aquática na região. Novos postos de guarda-vidas serão instalados na Ponte JK e no Piscinão do Lago Norte, com a adição de seis socorristas por dia. Além disso, o CBMDF estuda a criação de mais postos em áreas como o Parque da Asa Delta e o Lago Veredinha, em Brazlândia.

Entre os dias dezenove e vinte e seis do último mês, seis pessoas se afogaram no Lago Paranoá, resultando em três mortes. Um levantamento indicou que, de janeiro a abril deste ano, ocorreram pelo menos nove casos de afogamento, com um total de quatorze incidentes e seis óbitos registrados em 2024. Esses números alarmantes reacenderam o debate sobre a necessidade de medidas de segurança mais eficazes para proteger os banhistas.

Frequentadores do lago, como o vendedor Cássio Hernandes, destacam a importância da presença de guarda-vidas. Ele relatou que, em uma ocasião, foi advertido por um salva-vidas ao se afastar da margem. Outros, como o canoísta Luiz Gustavo, que frequenta o lago desde mil novecentos e oitenta e sete, pedem por campanhas educativas, já que muitos afogamentos envolvem jovens sob efeito de álcool ou drogas.

A falta de infraestrutura também é uma preocupação. O instrutor de canoagem Geraldo Lucas Brás sugere a instalação de uma base do Corpo de Bombeiros em ambos os lados da Ponte JK, uma área de grande movimentação. Ele já presenciou várias situações de afogamento e se sente na obrigação de ajudar quando os bombeiros não estão presentes.

O tenente-coronel Márcio Morato, da reserva do CBMDF, enfatiza que o problema vai além da infraestrutura. Ele ressalta que os banhistas devem sempre procurar locais com guarda-vidas e que é um erro comum subestimar os riscos do lago. Morato também recomenda o uso de objetos flutuantes para ajudar vítimas em situações de afogamento, destacando a importância do tempo de resposta nos resgates.

O CBMDF tem promovido treinamentos para praticantes de esportes aquáticos, ensinando como reconhecer um afogado e agir sem colocar a própria vida em risco. A sinalização de áreas sem guarda-vidas é uma medida recomendada para aumentar a segurança. Em situações como essa, a união da comunidade pode fazer a diferença, ajudando a promover iniciativas que garantam a segurança e a conscientização dos frequentadores do Lago Paranoá.

Correio Braziliense
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