Em 2024, apenas 41,2% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches no Brasil, com 632 mil fora por falta de vagas. A desigualdade entre ricos e pobres aumenta, exigindo ação urgente dos governos.

A educação formal na primeira infância é fundamental para a aprendizagem e a empregabilidade das mães. Apesar de ser um direito garantido, a matrícula de crianças de 0 a 3 anos em creches no Brasil alcançou apenas 41,2% em 2024, muito abaixo da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação em 2014. Essa situação é ainda mais preocupante diante das desigualdades regionais e sociais, com o Sudeste apresentando uma taxa de 46,9% e o Norte apenas 22,5%.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Censo Escolar da ONG Todos pela Educação revelam que, em 2016, a taxa de matrícula entre os 20% mais ricos era de 44,5%, enquanto nos 20% mais pobres era de 22,5%. Em 2024, essa diferença aumentou para quase 30 pontos percentuais, com 60% das crianças mais ricas matriculadas e apenas 30,6% das mais pobres.
A exclusão das creches também se dá por motivos diversos. Entre os mais pobres, 36,5% das crianças ficam em casa por escolha dos responsáveis, enquanto 28,3% não têm oportunidade. Já entre os mais ricos, 30,2% estão fora das creches por opção, e apenas 6,1% enfrentam dificuldades de acesso. No total, cerca de 2,3 milhões de crianças de 0 a 3 anos não frequentam creches devido a desafios de acesso, representando 19,7% desse grupo no país.
Embora a educação infantil não seja obrigatória, é um direito que deve ser garantido pelas prefeituras, com apoio dos governos estaduais e federal. Um estudo de 2024 do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Educação e do Ministério da Educação (MEC) apontou que 632 mil crianças estavam fora das creches por falta de vagas, e 44% dos municípios enfrentavam filas para matrículas.
Os gestores públicos precisam direcionar recursos para atender as áreas mais vulneráveis. Desafios como as vastas regiões remotas da Amazônia e os déficits fiscais nos orçamentos dos três níveis de governo dificultam essa tarefa. Contudo, a educação infantil é uma prioridade essencial para a superação da pobreza e das desigualdades sociais e de gênero.
Nessa situação, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem garantir o acesso à educação infantil para todas as crianças devem ser estimulados, promovendo um futuro mais igualitário e justo. O apoio a iniciativas que busquem resolver essa questão pode transformar a realidade de milhares de famílias e contribuir para um Brasil mais inclusivo.

O Ministério Público Federal (MPF) cobra agilidade do Conselho Nacional de Educação (CNE) na elaboração de um plano para repor aulas perdidas devido à violência nas escolas. A comissão do CNE deve apresentar propostas em até 120 dias, considerando aulas online e encontros aos sábados.

Mônica Pinto, do Unicef Brasil, enfatizou a necessidade de participação popular e condições adequadas para alcançar as metas do Plano Nacional de Educação, que será atualizado em 2026. A desvalorização do professor e o uso da tecnologia foram criticados, destacando a falta de prioridades nas políticas públicas.

A Universidade de São Paulo (USP) lançou o Portal de Livros Abertos, disponibilizando mais de 1.100 livros digitais gratuitos para todos. A iniciativa visa democratizar o acesso ao conhecimento e fortalecer a memória científica da instituição.

Estão abertas as inscrições para o Bootcamp Santander Code Girls, que oferece cinco mil bolsas de estudo gratuitas para mulheres em tecnologias da AWS e DevOps, com prazo até 3 de agosto. O programa, em parceria com a F1RST e a Amazon Web Services, não exige conhecimento prévio e inclui acesso a uma trilha de aprendizagem online. As participantes poderão concorrer a vagas na F1RST após a conclusão.

O Projeto Astrominas, do IAG da USP, abre 400 vagas para garotas de 14 a 17 anos, com inscrições até 8 de junho. As atividades online contarão com apoio de "fadas madrinhas" e crédito acadêmico.

Estão abertas as inscrições para a pós-graduação gratuita em Educação Matemática da Faculdade Sesi, voltada a professores da rede estadual de São Paulo e do Sesi-SP, com início em setembro de 2025. O curso, que oferece 360 horas de formação presencial, visa aprimorar metodologias colaborativas e resolver problemas matemáticos, beneficiando a qualidade do ensino. As inscrições vão até 2 de julho e a iniciativa busca formar 26 mil educadores até 2034, em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.