Impacto Social

Crescer em um lar violento deixa marcas profundas e traumas que perduram por toda a vida

Em 2023, o Distrito Federal registrou 19.996 casos de violência doméstica, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior, afetando profundamente crianças que testemunham essas agressões. Crianças e adolescentes que presenciam violência em casa enfrentam traumas emocionais severos, como ansiedade e dificuldades de relacionamento. A denúncia é crucial para romper esse ciclo.

Atualizado em
August 4, 2025
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Cidades impactos da violência doméstica nos filhos 31/07 - (crédito: Caio Gomez)

A violência doméstica continua a ser um grave problema no Brasil, com dados alarmantes. Em 2023, o Distrito Federal registrou 19.996 casos de violência doméstica, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Especialistas alertam para os danos psicológicos que essas situações causam, especialmente em crianças que testemunham agressões. O impacto emocional é profundo e pode afetar a vida dessas crianças por muitos anos.

Daniele Morais, 29 anos, compartilha sua experiência de ter crescido em um lar marcado pela violência verbal e psicológica. Ela relata que, apesar de não ter visto seu pai agredir fisicamente sua mãe, as constantes ameaças e gritos criaram um ambiente de tensão. Daniele menciona que a terapia foi fundamental para sua recuperação, ajudando-a a lidar com a hipervigilância e a reconstruir sua autoestima.

Fabricio Castro, 23 anos, também cresceu em um ambiente violento. Ele lembra das brigas entre seus pais e como isso afetou sua infância. Fabricio se tornou uma criança agressiva e ansiosa, mas, após anos de autoconhecimento e terapia, conseguiu superar os traumas. Ele destaca a importância de quebrar ciclos de violência que marcam gerações.

A psicóloga Kênia Ramos explica que crianças que presenciam violência doméstica são consideradas vítimas secundárias, enfrentando problemas como ansiedade, baixa autoestima e dificuldades em formar relacionamentos saudáveis. Esses danos emocionais podem levar a padrões abusivos no futuro, seja como vítimas ou agressores. O acompanhamento psicológico é essencial para ajudar essas crianças a se recuperarem.

Para enfrentar essa realidade, o Distrito Federal implementa programas de prevenção à violência doméstica, como o Segurança Integral, que envolve a sociedade civil e órgãos públicos. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) também atua para garantir que crianças e adolescentes recebam o apoio necessário, evitando a revitimização durante o processo de denúncia.

O aumento dos casos de violência doméstica exige uma resposta coletiva. A sociedade civil pode desempenhar um papel crucial no apoio a vítimas e na promoção de projetos sociais que visem a prevenção e a recuperação. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas afetadas pela violência.

Correio Braziliense
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