A arqueóloga Niède Guidon faleceu aos 92 anos em São Raimundo Nonato, deixando um legado inestimável na Serra da Capivara, onde revolucionou a arqueologia e transformou comunidades locais. O governador do Piauí decretou luto oficial de três dias.

Niède Guidon, renomada arqueóloga franco-brasileira, faleceu aos 92 anos na madrugada de quarta-feira, 4 de outubro, em sua residência em São Raimundo Nonato, Piauí, após sofrer um infarto. Sua partida marca o fim de uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à pesquisa e preservação da Serra da Capivara, um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, conhecido por sua vasta coleção de pinturas rupestres.
Niède Guidon foi uma figura central na criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, estabelecido em 1979, e seu trabalho transformou a compreensão sobre a presença humana nas Américas, com evidências que indicam um povoamento datado de mais de cinquenta mil anos. O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, destacou que "a história do patrimônio cultural brasileiro se divide entre antes e depois de Niède Guidon".
Seu envolvimento com a Serra da Capivara começou em 1963, quando, ainda no Museu do Ipiranga da Universidade de São Paulo (USP), se interessou pelas pinturas rupestres. Após um período de exílio na França devido ao golpe militar de 1964, Niède retornou ao Brasil e, em 1973, participou da Missão Arqueológica Francesa no Piauí, onde documentou mais de cem sítios arqueológicos em apenas dois meses.
Ao longo de sua carreira, Niède Guidon acolheu e orientou muitos jovens pesquisadores, sendo descrita como uma verdadeira matriarca. Marcia Chame, uma de suas assistentes, ressaltou sua generosidade e rigor, afirmando que "ela sempre falava que as pessoas que estivessem ao lado dela deveriam ser melhores que ela". A Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), criada por Niède em 1986, é um dos legados de sua dedicação à ciência e à preservação cultural.
Além de seu trabalho acadêmico, Niède Guidon também se destacou por sua atuação social, promovendo projetos de educação, saúde e alternativas de emprego nas comunidades ao redor do parque. Sua visão integrada de conservação e desenvolvimento local transformou a realidade de municípios como São Raimundo Nonato e Coronel José Dias, onde estão localizados os museus do Homem Americano e da Natureza.
O velório de Niède Guidon ocorre no Museu do Homem Americano e é aberto ao público, com sepultamento previsto para o quintal de sua casa, conforme seu desejo. O governador do Piauí, Rafael Fonteles, decretou luto oficial de três dias em homenagem à arqueóloga. A trajetória de Niède Guidon inspira ações que visam a preservação do patrimônio cultural e a transformação social, mostrando como a união pode impactar positivamente as comunidades.

Sete anos após o incêndio que devastou o Museu Nacional, o apoio prometido pela Petrobras para sua reconstrução ainda não chegou, enquanto Vale, Bradesco e BNDES já doaram R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, respectivamente.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) renovou seu Acordo de Cooperação Técnica com a Polícia Militar do DF (PMDF) para fortalecer a proteção às vítimas de violência doméstica. A cerimônia, realizada no Espaço Flamboyant, destacou a redução dos feminicídios e o compromisso das instituições em garantir a segurança das mulheres e famílias. Autoridades ressaltaram a importância da atuação integrada e a necessidade de decisões judiciais eficazes, reafirmando a coragem dos policiais na linha de frente.

Ywyzar Tentehar, jovem atriz do povo Tentehar, destaca a pintura corporal como símbolo de luta no Acampamento Terra Livre, em Brasília, em defesa dos direitos indígenas.

A nova tarifa social de energia elétrica, que começa a valer em 5 de novembro, isenta do pagamento da conta de luz famílias de baixa renda com consumo de até 80 kWh, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas. A medida, parte de uma Medida Provisória, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. O custo anual é estimado em R$ 3,6 bilhões, compensado por ajustes no setor energético. Antes, apenas indígenas e quilombolas tinham gratuidade, mas agora o benefício é ampliado para mais famílias vulneráveis.

Squel Jorgea, porta-bandeira com 30 anos de carreira, lança o projeto "Squel — Oficinas de bailado de porta-bandeira", oferecendo aulas gratuitas para mulheres a partir dos 14 anos em diversas cidades do Rio. As oficinas visam promover a cultura do carnaval e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social, com foco na dança e na história do carnaval. As inscrições estão abertas e as aulas ocorrerão em locais como Japeri, Mesquita e Madureira.

O artista Diogo Nógue criticou o Instituto Inhotim por expor corpos negros de forma desumanizante em suas galerias, solicitando um posicionamento institucional. O museu respondeu com planos de atualização curatorial.