O estudo “Gerações sem idade” revela que a população brasileira com 60 anos ou mais cresceu 57% em 12 anos, levantando preocupações sobre a Previdência Social e a inclusão no mercado de trabalho.

No início do século XX, a expectativa de vida global era de apenas trinta e dois anos. Atualmente, projeta-se que, até dois mil e cinquenta, o mundo terá dois bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais. Esse aumento significativo na longevidade traz desafios que exigem uma reconfiguração das estruturas sociais e econômicas. O estudo “Gerações sem idade”, promovido pelas Organizações Globo, investiga como o envelhecimento da população brasileira impacta a sociedade e desmistifica estereótipos sobre a velhice.
Nos últimos doze anos, a população brasileira com mais de sessenta anos cresceu cinquenta e sete por cento, totalizando trinta e três milhões de pessoas, o que representa quinze vírgula seis por cento da população total do país. Em estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, a pirâmide etária já se inverteu, com mais idosos do que crianças de zero a quatorze anos. A Organização Mundial da Saúde prevê que, até dois mil e cinquenta, mais de um terço da população brasileira será composta por idosos.
A expectativa de vida média no Brasil aumentou de cinquenta e sete vírgula seis anos na década de mil novecentos e setenta para setenta e seis vírgula quatro anos atualmente. Esse crescimento é impulsionado pela redução da natalidade, que caiu de cinco vírgula oito filhos por mulher para um mínimo histórico de um vírgula cinco filhos. Essa mudança demográfica gera pressão sobre a Previdência Social, que enfrenta um cenário de insustentabilidade devido ao aumento no número de aposentados e à diminuição de contribuintes ativos.
O Banco Mundial sugere que, para manter a viabilidade do sistema previdenciário, a idade mínima de aposentadoria deve ser de setenta e dois anos em dois mil e quarenta e de setenta e oito anos em dois mil e sessenta. Essas recomendações destacam a necessidade de repensar a aposentadoria como uma fase que deve incluir a continuidade da atividade laboral. A percepção da velhice no Brasil é contraditória; enquanto no século XIX era sinônimo de status e sabedoria, atualmente, a gerascofobia é uma realidade, com noventa por cento dos brasileiros manifestando receio em relação ao envelhecimento.
Uma pesquisa do Instituto Qualibest para a Pfizer revelou que os jovens entre dezoito e vinte e quatro anos têm as percepções mais negativas sobre o envelhecimento. O estudo “Gerações sem idade” conclui que a questão demográfica não é apenas um desafio previdenciário, mas uma transformação estrutural que exige uma reavaliação de como as empresas operam e gerenciam talentos. A marginalização dos idosos no mercado de trabalho é alarmante, com oitenta e seis por cento dos trabalhadores com sessenta anos ou mais enfrentando preconceito e uma taxa de informalidade de cinquenta e três por cento.
O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno acelerado e complexo que requer uma abordagem multifacetada. A inclusão de profissionais mais velhos não é apenas uma questão social, mas um imperativo estratégico para o futuro da economia. Ao descartar profissionais experientes, as empresas perdem conhecimento acumulado e comprometem sua produtividade. É fundamental que a sociedade reconheça o valor dos idosos e promova iniciativas que garantam sua participação ativa no mercado de trabalho.
Nossa união pode ajudar a transformar a realidade dos idosos no Brasil, promovendo projetos que valorizem sua experiência e contribuam para sua inclusão no mercado de trabalho. A mobilização da sociedade civil é essencial para garantir que todos possam envelhecer com dignidade e respeito, construindo um futuro mais justo e equilibrado.

Em 2024, 90% das mineradoras associadas à Women in Mining Brasil (WIM) têm programas de diversidade, mas apenas 22% das vagas são ocupadas por mulheres. A paridade de gênero na mineração deve ocorrer apenas em 2038.

O governo paulista planeja transferir seu centro administrativo para os Campos Elíseos, adicionando 230 mil m² de escritórios ao centro, com um investimento de R$ 4,7 bilhões em novas construções e retrofits. Essa movimentação pode revitalizar o mercado imobiliário da região, que enfrenta estagnação desde 2018 e possui um estoque de prédios antigos.

Durante evento em Mariana, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o prefeito Juliano Duarte contra vaias, ressaltando a importância do acordo de reparação pós-tragédia de 2015. O acordo prevê R$ 6,1 bilhões para 49 municípios, com R$ 1,3 bilhão destinado a Mariana. Apesar de críticas, a cidade receberá R$ 139 milhões e investimentos em um hospital universitário.

O Senado aprovou o Projeto de Lei 1.440/2019, que inclui 22 municípios do Norte e Noroeste do Rio de Janeiro no mapa semiárido, garantindo acesso ao benefício Garantia-Safra. O projeto agora aguarda sanção presidencial.

A Universidade de São Paulo (USP) e a FAPESP destacam inovações em biocombustíveis e inteligência artificial na 9ª edição da VivaTech, em Paris, visando um futuro sustentável. O evento apresenta projetos como biocombustíveis a partir da macaúba e um sistema de IA para monitorar a biodiversidade amazônica, além de avanços em tratamentos para pneumonia resistente.

O movimento de Empresas B, que certifica práticas sustentáveis, cresce no Brasil, com destaque para Danone e Natura, que reforçam seu compromisso com a sustentabilidade e atraem investidores.