A epidemia de mortes de motociclistas no Brasil, especialmente no Piauí, é alarmante, com entregadores representando até 70% das internações graves. A "cultura dos dez minutos" das entregas rápidas intensifica essa tragédia.

A epidemia de mortes de motociclistas no Brasil, especialmente no Piauí, é alarmante. Dados do Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelam que as motos estiveram associadas a 38,6% dos óbitos no trânsito em 2023. No Piauí, esse número chega a impressionantes 69,4%. A situação é crítica e demanda atenção urgente.
A "cultura dos dez minutos" das entregas rápidas tem contribuído significativamente para esse cenário. Entregadores de aplicativos representam entre 60% e 70% das internações graves por acidentes de moto no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Essa proporção era de apenas 20% antes da popularização das entregas ultrarrápidas, evidenciando o impacto dessa nova dinâmica no trânsito.
O comportamento dos motociclistas nas grandes cidades tem se tornado cada vez mais perigoso. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) aponta que 67,6% dos entregadores entrevistados admitiram já ter ultrapassado o sinal vermelho. Essa prática, somada à extenuante carga horária de trabalho, que chega a dez horas diárias, aumenta o risco de acidentes.
Além do impacto nas vidas dos motociclistas, essa situação também afeta o sistema de saúde. Os hospitais públicos, como o SUS, enfrentam dificuldades para atender a população em geral devido à alta demanda gerada por acidentes de moto. A necessidade de intervenções urbanas, controle de velocidade e treinamento adequado para motoristas é evidente.
A solução para essa crise é complexa e exige uma abordagem multifacetada. Medidas como a regulação das empresas de entrega, penalizações por infrações de trânsito e a promoção de campanhas de conscientização são essenciais. É fundamental que os consumidores reflitam sobre o custo humano da rapidez nas entregas e considerem apoiar iniciativas que priorizem a segurança dos motociclistas.
Vítimas de acidentes de moto frequentemente necessitam de apoio na recuperação. Projetos que visem melhorar a segurança no trânsito e oferecer suporte às famílias afetadas devem ser estimulados pela sociedade civil. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na vida de muitos e contribuir para um trânsito mais seguro.

Em 2025, o Brasil enfrenta uma epidemia de dengue com mais de 1 milhão de casos, destacando o ressurgimento do sorotipo DENV-3 no noroeste paulista, alertando para a gravidade da situação. A Organização Pan-americana da Saúde recomenda ações para prevenir formas graves da doença.

Editais de credenciamento foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal, visando ampliar procedimentos cirúrgicos em especialidades como oftalmologia e coloproctologia. A iniciativa, aprovada pelo Conselho de Saúde do DF, beneficiará pacientes com condições como catarata e hemorróidas, garantindo acompanhamento pré e pós-operatório.

Preta Gil, cantora e filha de Gilberto Gil, faleceu aos 50 anos após tratamento oncológico. Em entrevista, destacou a importância da saúde mental e o impacto de sua separação no processo de cura.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal introduziu o Nirsevimabe, ampliando a proteção contra infecções respiratórias em prematuros de 32 a 36 semanas. A medida visa reduzir internações em UTIs neonatais.

O câncer de fígado é uma neoplasia silenciosa e agressiva, com previsão de 10.700 novos casos anuais no Brasil entre 2023 e 2025, destacando a urgência do diagnóstico precoce e da conscientização sobre sintomas e fatores de risco.

Pesquisa da FGV/CPDOC e Retina Brasil revela que 1,4 milhão de brasileiros enfrenta DMRI e EMD, com 45% apresentando grave perda de visão. Baixa adesão ao tratamento e necessidade de apoio psicológico são preocupantes.