Estudo revela que 80,6% das mortes por câncer no Brasil ocorrem em hospitais, refletindo falhas no sistema de saúde. Nova Política Nacional de Cuidados Paliativos de 2024 busca melhorar o suporte domiciliar.

Um estudo recente revela que, no Brasil, a maioria dos pacientes com câncer morre em hospitais, com 80,6% dos óbitos ocorrendo nesse ambiente. Essa realidade contrasta com a preferência de muitos pacientes, que desejam passar seus últimos dias em casa. A pesquisa, que analisou dados de doze países da América Latina, destaca que o Brasil lidera em mortes hospitalares, superando a média regional de 65,3%. O oncologista e pesquisador do Instituto Nacional de Câncer, Jessé Lopes da Silva, afirma que a morte em casa, no contexto brasileiro, é um sinal de exclusão do sistema de saúde.
Entre 2002 e 2021, 82,3% das mortes por câncer no Brasil ocorreram em hospitais. O aumento das mortes em casa, que chegou a 17,7%, foi acentuado pela pandemia de covid-19, quando muitos pacientes oncológicos não conseguiram acessar os serviços de saúde. A pesquisa também revelou desigualdades regionais, com a morte domiciliar sendo mais frequente nas regiões Nordeste (30,2%) e Norte (24,8%), enquanto Sul (17,1%) e Sudeste (12,2%) apresentaram índices abaixo da média nacional.
O acesso a cuidados paliativos é um desafio significativo no Brasil, onde cerca de 80% dos pacientes com câncer dependem do sistema público de saúde. A diretora do Corpo Clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Maria del Pilar Estevez Diz, destaca que a falta de transporte e a escassez de profissionais capacitados dificultam o acesso a cuidados adequados. Em resposta a essa situação, o Ministério da Saúde lançou, em 2024, a Política Nacional de Cuidados Paliativos, com o objetivo de habilitar mil e trezentas equipes para atuar em domicílio.
Apesar da importância da nova política, a adesão ainda é baixa. Até julho de 2025, apenas 24 propostas de habilitação de equipes foram enviadas ao Ministério da Saúde, com 14 aprovadas. Mariana Borges Dias, coordenadora-geral de Atenção Domiciliar e Cuidados Paliativos do Ministério, enfatiza a necessidade de ampliar a compreensão sobre a importância dos cuidados paliativos nos territórios. Entre os principais obstáculos estão a desigualdade no acesso a medicamentos e a falta de financiamento adequado.
O acompanhamento de pacientes em fase terminal exige uma equipe multidisciplinar treinada, capaz de oferecer suporte contínuo. A Dra. Maria destaca que a desospitalização requer garantias de cuidados e assistência, e que muitos médicos ainda hesitam em discutir a morte com clareza. A falta de uma rede de apoio e a necessidade de cuidadores disponíveis são desafios adicionais que dificultam a permanência do paciente em casa até o fim da vida.
Além de morrer em casa ou no hospital, os hospices representam uma alternativa pouco explorada no Brasil. Essas instituições oferecem cuidados focados no conforto e na dignidade do paciente. Em 2024, o país contava com 373 unidades desse tipo, concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A inauguração do primeiro hospital público de cuidados paliativos em Salvador, em 2025, é um avanço significativo. A união da sociedade civil pode ajudar a promover iniciativas que garantam um atendimento digno e humanizado aos pacientes em fase terminal.

A dança se destaca como uma aliada do envelhecimento saudável, promovendo força e confiança em idosos, como evidenciado por um estudo da Universidade de Leeds e o projeto Aulão do Bem, idealizado por Lu Fernandez.

A Câmara Municipal do Rio manteve o veto do prefeito Eduardo Paes ao "Dia da Cegonha Reborn", que homenagearia artesãs de bonecos realistas, enquanto derrubou outro veto, criando o projeto "Praia limpa é lixo zero". A decisão gerou descontentamento entre as artesãs, que defendem a importância de seu trabalho para a saúde mental.

Clarisse Cunha Linke, do ITDP Brasil, destaca que o transporte público no Brasil deve promover justiça social, mas atualmente exclui os mais vulneráveis, exigindo governança integrada e alocação equitativa de recursos.

A Ação da Cidadania inaugura a Escola de Gastronomia Social na Gamboa, promovendo formação profissional e valorização da cultura alimentar brasileira. O evento contará com uma aula inaugural gratuita e debate sobre gastronomia popular.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses celebrou seus 44 anos com uma festa das comunidades locais e um fenômeno inusitado: uma esfera incandescente no céu, possivelmente lixo espacial do satélite Starlink 32563. O evento atraiu a curiosidade da população, que se mobilizou para encontrar vestígios do satélite, enquanto especialistas confirmaram a reentrada de detritos na atmosfera.

Pocah expôs o machismo no funk em sua participação no podcast "Pod Isso, Karen?", revelando experiências de assédio e críticas sobre sua vestimenta, evidenciando a luta das mulheres no gênero.